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Vendas na Páscoa afundam 33% com restrições ao comércio

Última vez que o comércio registrou queda na Páscoa foi em 2016; período de vendas foi estendido para atenuar impactos do coronavírus

Por Diego Gimenes - Atualizado em 13 abr 2020, 19h54 - Publicado em 13 abr 2020, 19h38

A crise do novo coronavírus atingiu em cheio as vendas da Páscoa em 2020. Após registrarem crescimento de 1,5% no ano anterior, as vendas recuaram 33% neste ano, segundo a consultoria de crédito Boa Vista. A última vez que ao comércio marcou queda foi em 2016 — no auge da crise econômica e política do fim do mandato de Dilma Rousseff —, quando recuou 5,8%.

A expectativa no começo do ano era de aumento nas vendas. Essa foi a primeira data comemorativa impactada pelo coronavírus. A próxima é o Dia das Mães, que será celebrada no próximo dia 10 de maio e é considerada a segunda data mais importante para o comércio no ano.

O comércio varejista foi um dos setores mais impactados pela pandemia do novo coronavírus. Grandes cidades como São Paulo e Rio de Janeiro decidiram fechar os comércios e os serviços não essenciais como tentativa de conter o avanço da doença. Isso exercerá um impacto nefasto sobre o setor ao longo do ano. O varejo de vestuário e de calçados, por exemplo, projeta uma queda de 9% no faturamento dos segmentos este ano.

Algumas companhias tentaram driblar o impacto das lojas fechadas ao apostarem em sistemas de drive-thru, como no Shopping ABC, no ABC Paulista, ou por meio de delivery, como a rede de chocolates Kopenhagen. Contudo, os esforços não foram suficientes para que o setor não amargasse perdas numa data tão importante.

Para fazer o levantamento em relação às vendas da Páscoa, foram consideradas as consultas realizadas no banco de dados do instituto, o Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), entre os dias 8 a 12 de abril de 2020, comparadas às consultas realizadas entre 17 a 21 de abril de 2019, segundo instituto.

Para atenuar os impactos sofridos em 2020, o período de vendas dos produtos de Páscoa foi estendido até 30 de abril. A decisão foi tomada em conjunto entre as indústrias de chocolate, representadas pela Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (ABICAB), e os supermercados, representados pela Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS).

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