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“Vamos aguardar”, diz Alckmin sobre o tarifaço prometido por Trump para aço e alumínio

"A nossa disposição é sempre a de colaboração, parceria em benefício das nossas populações", afirmou o vice-presidente nesta segunda-feira 10

Por Camila Pati Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 10 fev 2025, 16h57 • Atualizado em 10 fev 2025, 18h03
  • O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, disse, nesta segunda-feira 10, que é necessário aguardar os anúncios sobre a taxação de aço e alumínio prometidos pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, antes de tomar alguma medida em resposta. 

    “É uma relação equilibrada, é um ganha-ganha. Eles até têm um pequeno superávit sobre o Brasil. Vamos aguardar ainda essa questão da taxação. Da outra vez que isso foi feito, teve cotas, então, vamos aguardar. A nossa disposição é sempre a de colaboração, parceria em benefício das nossas populações”, afirmou, em entrevista durante evento no interior de São Paulo. Como lembrou o vice-presidente, o aço brasileiro já foi alvo de tarifas americanas em 2018 — mas as taxas foram convertidas em cotas de importação e, posteriormente, reduzidas em 2020.

    A declaração de Alckmin vai na linha do que disse o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, mais cedo. “O governo tomou a decisão de só se manifestar oportunamente com base em decisões concretas, não em anúncios que podem ser mal interpretados, revistos”, disse Haddad.

    O Brasil se prepara para enfrentar um tarifaço com grande potencial de impacto para exportadores, No domingo 9, Donald Trump disse que anunciaria nesta segunda-feira a imposição de taxas de 25% sobre todas as importações de aço e alumínio. Metade de todo o aço brasileiro exportado tem os Estados Unidos como destino, um mercado de 6 bilhões de dólares em vendas.

    Os Estados Unidos são o segundo maior parceiro comercial do Brasil, atrás apenas da China. Em 2024, as exportações brasileiras para o país somaram 40,3 bilhões de dólares, ou 12% do total exportado, enquanto as importações de produtos americanos alcançaram 40,6 bilhões de dólares — 15,5% do total.  Ainda no domingo, o presidente dos Estados Unidos também disse que anunciará tarifas recíprocas na terça-feira 11 ou na quarta-feira 12, para entrarem em vigor quase imediatamente.

     

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