Assine VEJA a partir de R$ 9,90/mês.

UE corta projeção de avanço do PIB da zona do euro em 2019 e 2020

Previsão deste ano caiu de 1,9% para 1,3% e do ano que vem, de 1,7% para 1,6%

Por Por Redação - 7 fev 2019, 16h36

A Comissão Europeia cortou a sua projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro –  conjunto de países que utilizam a moeda – em 2019 de 1,9% para 1,3% e, em 2020, de 1,7% para 1,6%. As previsões anteriores haviam sido divulgadas em novembro.

A estimativa para a União Europeia (UE), que inclui países que optaram por não utilizar o euro, mas pertencem ao bloco, como a Dinamarca e Suécia, também foi revisada para baixo, de 1,9% para 1,5% neste ano e de 1,8% para 1,7% no ano que vem.

“Um nível elevado de incerteza cerca a perspectiva econômica e as projeções estão sujeitas a riscos negativos”, afirma o órgão Executivo da União Europeia em comunicado. “Tensões comerciais, que têm pesado sobre o sentimento por algum tempo, foram aliviadas até certo ponto mas permanecem uma preocupação. (…) Para a UE, o processo do Brexit [saída do Reino Unido do bloco] permanece uma fonte de incerteza”, complementa.

A possibilidade de um aperto fiscal abrupto nos Estados Unidos em 2020 também gera riscos ao crescimento na região, segundo Bruxelas.

Publicidade

“Após o seu pico em 2017, a desaceleração da economia da União Europeia deve continuar em 2019”, afirmou em nota o comissário para Assuntos Econômicos e Financeiros da UE, Pierre Moscovici. “Essa desaceleração deve ser mais pronunciada que esperávamos no outono passado, especialmente na zona do euro, devido a incertezas no comércio global e fatores domésticos na nossa maior economia”, completou, referindo-se à Alemanha.

As revisões para os PIBs desse país e da Itália foram significativas. O Executivo da União Europeia ajustou sua previsão para o avanço da economia alemã em 2019 de 1,8% para 1,1% e, para a atividade italiana, de 1,2% para 0,2%. Já para 2020, a estimativa para o PIB da Alemanha foi mantida em aumento de 1,7%, enquanto o da Itália foi revisto de 1,3% para 0,8%.

(Com Estadão Conteúdo)

Publicidade