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Trump x Irã: entenda como a crise pode afetar o preço do petróleo

Escalada retórica em Teerã, protestos nas ruas e ameaças no Estreito de Ormuz recolocam o risco geopolítico no preço das commodities

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 13 jan 2026, 12h50 • Atualizado em 13 jan 2026, 14h08
  • A escalada da tensão entre Estados Unidos e Irã voltou a chamar a atenção dos mercados globais, em meio a protestos nas ruas de Teerã, discursos duros de lideranças do regime iraniano e o aumento da instabilidade em uma das regiões mais sensíveis para o comércio mundial de energia. Apesar do cenário mais ruidoso, o mercado de petróleo ainda reage com cautela, sem movimentos abruptos de preços — ao menos por enquanto (este texto é um resumo do vídeo acima).

    Na avaliação do analista Rodrigo Moliterno, da Veedha Investimentos, o momento é de atenção máxima, mas ainda sem pânico. “O petróleo teve uma elevação, uma apreciação, mas está relativamente comportado. O mercado está esperando para ver quais serão os próximos passos”, afirma.

    Protestos e tensão interna no Irã

    Nos últimos dias, manifestações favoráveis e contrárias ao governo iraniano se espalharam por diferentes cidades do país. Imagens de protestos mostram confrontos, motos incendiadas e agentes de segurança sendo atacados, evidenciando um ambiente de instabilidade interna que se soma ao agravamento do quadro externo.

    O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, discursou em atos públicos em defesa do regime, reforçando o tom nacionalista e a disposição de enfrentamento diante das pressões internacionais — especialmente dos Estados Unidos.

    Petróleo ainda reage com cautela

    Mesmo com o aumento da tensão, o petróleo não disparou. Segundo Moliterno, isso se deve, em parte, à expectativa de reação de outros grandes produtores. “A Opep e países aliados podem, se o preço subir demais, aumentar a produção para equilibrar o mercado”, explica.

    Além disso, embora o Irã seja um produtor relevante, sua capacidade de exportação já opera sob restrições, o que limita impactos imediatos sobre a oferta global. A China, principal compradora do petróleo iraniano, segue como peça-chave nesse equilíbrio.

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    O risco do Estreito de Ormuz

    O maior fator de risco, porém, continua sendo o Estreito de Ormuz — ponto estratégico por onde passa cerca de 20% do petróleo consumido no mundo. Qualquer tentativa de bloqueio, mesmo parcial, teria efeitos imediatos sobre o abastecimento global.

    “Se o Irã resolve fechar ou mesmo dificultar a passagem, o problema não é só petróleo. Grande parte do comércio global passa por ali, especialmente fluxos entre a Ásia e a Europa”, alerta o analista.

    O impacto, nesse cenário, deixaria de ser restrito às commodities energéticas e passaria a afetar cadeias produtivas inteiras, pressionando preços, fretes e inflação em diferentes regiões do mundo.

    Trump e o fator imprevisibilidade

    Para Moliterno, a instabilidade atual também está diretamente ligada ao estilo de governança do presidente americano, Donald Trump. A retomada do discurso agressivo, com ameaças tarifárias e confrontos diplomáticos, amplia a sensação de imprevisibilidade.

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    “Essa forma de governar gera insegurança. Quando você soma conflitos geopolíticos, tarifas e pressão sobre rotas estratégicas, o efeito é um aumento do prêmio de risco”, diz.

    Mercado em compasso de espera

    Por ora, investidores adotam postura defensiva, monitorando cada novo sinal vindo do Oriente Médio. O consenso é que o cenário ainda pode se deteriorar rapidamente — mas também pode ser contido por acordos, negociações ou ajustes na oferta de petróleo.

    “É um momento delicado. Ninguém sabe até onde isso pode ir. O mercado está olhando, acompanhando, esperando os próximos desdobramentos”, resume Moliterno.

    VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Mercado (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

     

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