Trump sangra mercado financeiro com ataques a aliados e obsessão imperialista
A Europa é o maior financiador da dívida pública americana, o que explica a liquidação de ativos de risco nesta manhã
Os mercados financeiros globais seguem sangrando à medida que Donald Trump escala seus ataques à Europa para tentar fazer valer seu desejo de controlar a Groenlândia e definir o futuro de Gaza.
O presidente Emmanuel Macron teria recusado o convite de Trump para fazer parte do “Conselho da Paz”, uma tentativa do americano contornar a ONU e negociar o futuro de Gaza em seus próprios termos. Os convidados para o comitê também incluem Vladimir Putin, Javier Milei, Recep Erdogan e o presidente Lula. Até agora, Erdogan é o único que teria aceitado sem maiores perguntas.
A reação de Trump à negativa de Macron foi ameaçar taxar as importações de vinhos e espumantes franceses em 200%, além de comunicar uma mensagem que Macron enviou a Trump, convidando para um encontro.
A nova ameaça tarifária se soma aos 10% adicionais de Trump em sua “negociação” pela Groenlândia. Já a Europa considera ir além das tarifas, ameaçando uma liquidação de US$ 8 trilhões em títulos públicos americanos sob controle de países europeus. O continente é o maior financiador da dívida pública americana, o que explica a liquidação de ativos de risco nesta manhã. A turbulência ocorre enquanto o PIB global se reúne em Davos, na Suíça.
A agenda econômica é relativamente fraca nesta terça, com destaque para o balanço da Netflix, que sai após o fechamento do mercado.
Agenda do dia
4h: Alemanha divulga PPI de dezembro
7h: Alemanha publica Índice ZEW de expectativas econômicas
10h15: EUA anunciam pesquisa semanal ADP de emprego no setor privado
Suíça: Fórum Econômico Mundial de Davos
Balanços
Antes da abertura: 3M
Após o fechamento: Netflix e United Airlines
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