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Supertarifa dos EUA sobre Brasil deve reduzir exportações e PIB

Donald Trump anunciou aumento da tarifa sobre importações do Brasil de 10% para 50%

Por Juliana Elias Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 10 jul 2025, 15h33 • Atualizado em 10 jul 2025, 16h23
  • O aumento expressivo nas tarifas a serem aplicadas pelos Estados Unidos sobre tudo o que importa do Brasil, anunciado nesta quarta-feria pelo presidente Donald Trump, deve inibir e retirar um pedaço das exportações do Brasil para lá. Como o total de produtos que o Brasil vende para os EUA equivale a cerca de 2% do produto onterno bruto, a economia como um todo pode também acabar um pouco menor do que o esperando para este ano.

    Entre uma série de cartas sobre mudanças na política bilateral enviadas por Trump a outros países nesta semana, estava uma ao Brasil amunciado um aumento para 50% na tarifa as importações de todos seus produtos. Isto alça o Brasil de um dos parceiros com as tarifas mais baixas para o grupo das mais altas. Desde o último ‘tarifaço’ de Trump, no início do ano. o Brasil havia ficado com a taxa do piso criado pelo presidente americano, de 10%.

    Os Estados Unidos foram destino, em 2024, de 41 bilhões de dólares ou 12% de todas as exportações brasileiras, que, por sua vez, representam cerca de 20% do PIB. Com isto, o produção gerada no Brasil para atender os Estados Unidos representa 2% de tudo o que país produz em bens e serviços, que é o que o PIB mensura.

    Uma análise feita pela equipe do banco BTG Pactual estima que o Brasil pode perder 7 bilhões de dólares em exportações neste ano e mais 13 bilhões de dólares no ano que vem, o que significa, respectivamente, 0,3% e 0,6% do PIB de cada ano. Os valores já consideram que uma parte dos produtos, mais caros, que não encontrarem mais demanda nos EUA deve ser redicrecionada para outros países.

    Embora a participação dos EUA nas exportações brasileiras tenha recuado de quase 25% no início dos anos 2000 para 12% em 2024, o mercado norte-americano segue como o segundo principal destino das vendas externas do Brasil e o mais relevante para bens manufaturados de maior valor agregado, como aeronaves, autopeças e máquinas”, destacou o BTG em relatório a clientes.

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    As estimativas estão em linha com as contas feitas também pelo banco Goldman Sachs, que calcula que o Brasil possa perder de 0,3 a 0,4 ponto no crescimento do PIB por conta das perdas em exportações.

    Para 2025, a expectativa média dos analistas para o crescimento da economia brasileira estava em 2,2%, de acordo com o Boletim Focus do Banco Central.

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