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Spotify paga por conteúdo antivacina e ações despencam 25%

Plataforma de streaming teria pago 100 milhões de dólares pela exclusividade do conteúdo do ator Joe Rogan; papéis despencaram em um mês

Por Luana Meneghetti Atualizado em 27 jan 2022, 20h15 - Publicado em 27 jan 2022, 16h54

Um podcast antivacina está derretendo as ações do Spotify, serviço sueco de streaming de música. As ações já acumulam queda de 25% em um mês, desde que o conteúdo que propaga desinformação sobre a Covid-19 do ator e comediante norte-americano, Joe Rogan, foi oferecido no streaming.

O YouTube já removeu vídeos de Rogan, mas o Spotify está relutante em retirar o conteúdo de sua plataforma. Os podcasts do norte-americano é um dos mais populares do mundo e é campeão de audiência, atraindo cerca de 11 milhões de ouvintes.

Segundo o jornal The Wall Street Journal, o Spotify teria pago 100 milhões de dólares pela exclusividade do conteúdo. Os podcasts promovem fake news sobre a Covid-19 e ataque às vacinas. Rogan propaga desinformação, se apropria de discursos irresponsáveis para desestimular a vacinação e faz alegações falsas baseadas em teorias da conspiração infundadas. Ele também é conhecido pelo seu histórico de falas racistas.

Por enquanto, o músico canadense Neil Young foi o único artista da plataforma que se manifestou, exigindo que a plataforma retirasse o conteúdo do ar. Sem atender o pedido, o músico canadense saiu da plataforma. Dono de uma longa carreira e de diversas obras-primas do rock, como Heart of Gold e After the Gold Rush, Young disse em comunicado em no seu site que “mentiras estão sendo vendidas por dinheiro.” O Spotify começou a remover as músicas de Young na quarta-feira, 26. “Lamentamos a decisão de Neil de remover sua música do Spotify, mas esperamos recebê-lo de volta em breve”, diz o comunicado do Spotify divulgado pelo The New York Times.

Às 16h32, horário de Brasília, os papéis da companhia de streaming negociavam com queda 1,60%, cotados a 170 dólares.

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