Sinal vermelho: ‘Vai e vem’ de Trump e desaceleração da economia brasileira pressionam os mercados
O Ibovespa acompanha o desempenho negativo das bolsas americanas, repercutindo incetezas tarifárias e a produção industrial de janeiro, que ficou no zero a zero
Após fechar em alta no dia anterior, pressionado pelo aumento da aversão ao risco devido às políticas tarifárias de Donald Trump, o dólar recuava nesta terça-feira, 11. A moeda era cotada a R$ 5,83 às 11h30. As incertezas persistem no cenário global, em meio à instabilidade gerada pela guerra comercial promovida pelo governo republicano. Embora Trump tenha anunciado tarifas para diversos países – como Canadá, México, China e União Europeia – ele já voltou atrás em algumas medidas, concedendo uma trégua a Canadá e México após os países reagirem com retaliações. No entanto, o presidente continua a discursar com ameaças de intensificar guerra tarifária.
O Ibovespa, principal índice da B3, operava em queda ao longo do dia, acompanhando o desempenho negativo das principais bolsas americanas. Por aqui, o mercado reage à estagnação da produção industrial em janeiro, que apresentou variação nula, sinalizando uma possível desaceleração da economia. Nos Estados Unidos, o relatório de empregos Jolts trouxe um breve alívio ao registrar criação de vagas acima das expectativas e do mês anterior, afastando, por ora, o receio de uma recessão que ganhou força nos últimos dias, especialmente após Trump evitar o assunto em entrevista à Fox News. Ainda assim, o ambiente segue marcado por tensão e incertezas para a maior economia do mundo, com as constantes ameaças tarifárias do presidente e os impactos dessa guerra comercial sobre a inflação americana.





