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Senado aprova aumento do teto do MEI e perdão de dívidas

Limite anual de faturamento para as MEIs passará de 81 000 reais por ano para 110 000 reais em 2027

Por Márcio Juliboni Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 15 out 2026, 19h04 | Atualizado em 15 out 2026, 19h37
Senado aprova aumento do teto do MEI e perdão de dívidas Priorize VEJA no Google

O Senado aprovou nesta quinta-feira 15, por um placar de 78 votos a favor e nenhum contra, um pacote de propostas apresentado pelo governo Lula para beneficiar os microempreendedores individuais (MEIs). As medidas haviam sido aprovadas pela Câmara dos Deputados ontem. Agora, o projeto segue para a sanção presidencial. O texto eleva o teto de faturamento das MEIs dos atuais 81 000 reais por ano para 110 000 reais no ano que vem e para 140 000 reais em 2028. Para os empreendedores, o aumento do teto permite que elevem o seu faturamento sem pagar mais impostos por isso. Atualmente, cada MEI pode empregar apenas um funcionário. O texto aprovado eleva esse limite para dois empregados.

O pacote é mais uma tentativa de Lula de agradar parte do eleitorado a poucos dias do segundo turno da eleição em que busca seu quarto mandato, travando uma acirrada disputa com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que lidera as pesquisas de intenção de votos. Para os economistas, o novo pacote de bondades pressiona ainda mais as contas públicas. A ampliação do teto terá um custo fiscal de 1,6 bilhão de reais no ano que vem, subindo para 3,2 bilhões em 2028 e para 3,4 bilhões em 2029.

Os senadores também aprovaram o perdão das dívidas das MEIs. O pacote enviado pelo governo Lula ao Congresso, no início da semana, propunha que apenas as obrigações vencidas inscritas na Dívida Ativa da União – isto é, aquelas  que o governo está cobrando formalmente – seriam perdoadas. Os parlamentares, no entanto, estenderam a anistia a todas as dívidas em atraso junto ao governo federal – um total estimado em 16 bilhões de reais.

Batizado de “Prospera MEI”, o pacote de Lula para os microeempreendedores é composto por cinco medidas, incluindo o aumento do teto de faturamento e o perdão das dívidas com a União. As outras três incluem o Pix MEI de 5 000 reais, que ainda precisa ser enviado ao Congresso para votação; a dispensa dos MEIs de emitirem nota fiscal em transações com pessoas físicas – determinada por decreto presidencial e, portanto, sem a necessidade de passar pela Câmara e pelo Senado -; e a renegociação de dívidas bancárias das MEIs. Tal renegociação não depende de aprovação do Congresso, mas ainda precisa ser implementada pelo governo.

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