Santander lucra R$ 4,1 bilhões no 4° trimestre de 2025, alta de 6%
O resultado ficou dentro do esperado pelo consenso do BTG Pactual, que aguardava um lucro líquido de 4,06 bilhões de reais
O Santander reportou lucro líquido de 4,08 bilhões de reais no terceiro trimestre de 2025, alta de 6% na comparação com o mesmo período de 2024. A informação foi divulgada em documento enviado ao mercado nesta quarta-feira, 4. O resultado ficou dentro do esperado pelo consenso do BTG Pactual, que aguardava um lucro líquido de 4,06 bilhões de reais no quarto trimestre de 2025. No acumulado de 2025, o Santander registrou lucro de 15,6 bilhões, avanço de 12,6% na comparação com o ano anterior.
A margem financeira contraiu 4,0% entre o quarto trimestre de 2025 e o quarto trimestre de 2024, chegando a 15,3 bilhões de reais no ciclo de outubro a dezembro de 2025. “A baixa é explicada pela queda na margem de mercado, impactada pela sensibilidade negativa ao aumento da taxa de juros”, disse Gustavo Alejo, CFO do Santander no release do resultado.
A margem com mercado ficou negativa em 1,48 bilhão de reais. O fator já era algo esperado pelo mercado, visto que a própria companhia já havia antecipado em teleconferências passadas que o segmento seguiria pressionado. O número acabou sendo compensado parcialmente pelo incremento da margem de clientes, beneficiada principalmente por volume, mix e disciplina de preço, contribuindo para o aumento do spread.
A rentabilidade do Santander, medida pelo retorno sobre o patrimônio líquido anualizado (ROEA, na sigla em inglês), foi de 17,6%, queda de 0,1 ponto percentual na comparação com o mesmo período do ano passado. O número representa estabilidade em relação ao terceiro trimestre de 2025. A cifra ficou dentro do esperado pelo mercado, que também aguardava uma manutenção no patamar de rentabilidade do banco.
Crédito cresce, mas inadimplência e cenário macroeconômico preocupam Santander
A carteira de crédito ampliada do Santander chegou ao patamar de 708,2 milhões no quarto trimestre de 2025, avanço de 3,7% na comparação com o mesmo período do ano passado. O número foi puxado pelo avanço na carteira de Pequenas e Médias Empresas, que cresceu 12,3%, além do avanço de 13% no financiamento ao consumo.
Em contra partida, as Provisões para Devedores Duvidosos (PDD) chegaram a 6,1 bilhões de reais no quarto trimestre de 2025, alta de 2,9% na comparação com o mesmo período de 2024. A alta foi puxada pela inadimplência acima de 90 dias, que chegou a 3,7%, avanço de 0,5 ponto percentual na comparação com o mesmo período do ano passado.
Segundo a companhia, o número foi impactado pelas carteiras dos clientes da modalidade pessoa física, principalmente nas faixas de menor renda. A carteira de pessoa jurídica também pesou sobre a inadimplência, principalmente nas empresas de menor faturamento.
Na visão do CEO, Mario Leão, a qualidade de crédito permanece pressionada pelo contexto macroeconômico, mas o banco segue atuando com prudência, disciplina e gestão ativa de riscos. “Em termos de eficiência, mantemos nossa gestão rigorosa de custos que, aliada ao uso intensivo de tecnologia, tem nos permitido elevar a produtividade e capturar ganhos estruturais”, afirmou o executivo no release do resultado.
Para 2026, o CEO pondera que Santander segue caminhando na evolução consistente da sua rentabilidade, com foco em resultados e disciplina na gestão, pautados por nossos pilares estratégicos e transformação constante junto aos nossos clientes, colaboradores, acionistas e sociedade.





