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Saneamento básico lidera intenções de investimento em infraestrutura no Brasil, aponta pesquisa

Otimismo no setor aumenta 13,6 p.p. em comparação a último levantamento, segundo 14ª edição do Barômetro da Infraestrutura

Por Leticia Yamakami Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 28 jan 2026, 06h00 • Atualizado em 28 jan 2026, 06h17
  • Entre as áreas da infraestrutura, 49,2% das intenções de investimento estão direcionadas ao saneamento básico, indica a 14ª edição do Barômetro da Infraestrutura, pesquisa semestral realizada pela Associação Brasileira da Infraestrutura e das Indústrias de Base (ABDIB) em parceria com a EY-Parthenon. Em seguida encontram-se as rodovias, com 47,8% das intenções, e a energia elétrica, com 38,5%.

    O otimismo no setor aumentou 13,6 pontos percentuais em relação à última edição do estudo. Foram ouvidos 225 gestores, investidores e/ou especialistas que apoiam a estruturação de projetos de infraestrutura, e 54,2% deles consideram como favorável o cenário para a promoção de investimentos nos próximos seis meses. Na edição anterior, referente ao primeiro semestre de 2025, essa parcela era de 40,6% dos entrevistados.

    Vale ressaltar que o ano passado se destacou pelo investimento recorde da iniciativa privada: 234,9 bilhões de reais, o equivalente a 84% do total investido. Mesmo assim, 46,4% dos respondentes acreditam que a União aproveita parcialmente o potencial para a realização de investimentos em infraestrutura por meio de Parcerias Público-Privadas (PPPs) e Concessões, cenário mais otimista dentre os estudos da ABDIB de 2024 e 2025. Enquanto isso, 41% ainda acreditam que a União aproveita muito pouco; para 6,8% se aproveitam totalmente; e para 5% não se aproveitam nada. A leitura é de que o mercado vem reconhecendo um esforço maior do Governo Federal na estruturação desse tipo de projetos.

    A pesquisa também revela que 47,5% dos respondentes indicaram perspectivas favoráveis para contratações, o que representa um avanço de 11,3 pontos percentuais em relação à edição passada. Entretanto, a escassez de mão de obra qualificada consolidou-se como um gargalo estrutural no setor de infraestrutura. 87,5% dos entrevistados confirmaram que a falta de profissionais impacta o mercado de atuação de suas empresas, com 45,4% indicando médio impacto e 42,1% alto impacto.

    As perspectivas do setor são tema do VEJA Fórum Infraestrutura – Uma Agenda Para o Futuro, que reunirá, em 27 de março, autoridades públicas, lideranças empresariais e especialistas para discutir as prioridades para o próximo ciclo de governos e os caminhos que podem impulsionar o crescimento do país. Entre os speakers do evento estarão Renan Filho, ministro dos Transportes; Ricardo Alban, presidente da CNI; e Tarcísio de Freitas, governador do estado de São Paulo.

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