ASSINE VEJA NEGÓCIOS

Reserva de petróleo é colchão de segurança

Países podem usar para segurar preços e evitar inflação

Por Veruska Costa Donato 10 mar 2026, 15h52 • Atualizado em 10 mar 2026, 16h24
  • Quando o mundo entra em turbulência — seja por guerra, crise geopolítica ou choque de preços — alguns países têm uma espécie de “colchão” para amortecer o impacto: as reservas estratégicas de petróleo. São estoques mantidos pelos governos justamente para momentos de emergência, quando o mercado fica apertado e o preço do barril dispara.

    G7

    As maiores economias do planeta, reunidas no G7, mantêm esse tipo de reserva. A lógica é simples: se a oferta global de petróleo sofre algum abalo, esses países podem liberar parte do estoque para aumentar a disponibilidade no mercado e tentar segurar a escalada dos preços.

    Momentos de crise

    O economista Thiago Calestine, sócio da DOM Investimentos, lembra que o uso dessas reservas tem um objetivo bastante pragmático. “Todas as reservas são feitas para momentos assim”, afirmou. Segundo ele, a preocupação central é evitar que um choque no petróleo se transforme rapidamente em inflação. Se os preços da energia sobem demais, o efeito chega a toda a economia e pode forçar os bancos centrais a subir juros ou interromper cortes de taxas.

    Interesses próprios

    Na prática, explica Calestine, os países do G7 também agem por interesse próprio. “Não é porque o pessoal é bom-samaritano”, disse. Ao colocar petróleo no mercado em momentos críticos, as grandes economias tentam proteger suas próprias economias de um impacto inflacionário mais forte.

    Brasil

    Já o coordenador de finanças do Insper, Ricardo Rocha, chama a atenção para outro ponto: a segurança energética. Segundo ele, o Brasil não possui uma política robusta de reservas estratégicas e isso deixa o país mais vulnerável a crises internacionais. “Nós não temos essas armas estratégicas”, afirmou. Para Rocha, discutir uma política energética mais estruturada seria um passo importante para evitar que o país fique excessivamente exposto aos efeitos de conflitos e choques no petróleo.

    Continua após a publicidade

     

     

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    Domine o fato. Confie na fonte.

    15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

    OFERTA LIBERE O CONTEÚDO

    Digital Completo

    O mercado não espera — e você também não pode!
    Com a Veja Negócios Digital , você tem acesso imediato às tendências, análises, estratégias e bastidores que movem a economia e os grandes negócios.
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    MELHOR OFERTA

    Revista em Casa + Digital Completo

    Veja Negócios impressa todo mês na sua casa, além de todos os benefícios do plano Digital Completo
    De: R$ 26,90/mês
    A partir de R$ 9,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).