Quem é John Waldron, que pode assumir comando do Goldman Sachs
Executivo de 57 anos é presidente e diretor de operações do banco, onde construiu carreira de quase três décadas
John Waldron, atual presidente e diretor de operações do Goldman Sachs, é apontado há anos como o principal nome para suceder David Solomon no comando do banco. Aos 57 anos, o executivo construiu praticamente toda a carreira no setor financeiro e está no banco desde 2000.
A possibilidade de uma troca no comando ganhou força nesta semana, após o Wall Street Journal apurar que o conselho do Goldman discutiu um plano para a posição de CEO ser concedida a Waldron. Segundo o jornal, a mudança poderia ocorrer no fim de 2027 ou em 2028, com Solomon permanecendo como presidente-executivo do conselho por mais um ou dois anos.
No entanto, Tony Fratto, head global de comunicação da instituição, afirmou à Reuters que não há um cronograma definido para a sucessão. Se ela avançar, Waldron assumirá uma instituição na qual Solomon ocupa o cargo de CEO desde 2018.
A trajetória de John Waldron
Waldron nasceu em Cleveland, Ohio, e mudou-se para a região da Filadélfia aos 15 anos. Formou-se em inglês pelo Middlebury College, no estado de Vermont, com especialização em economia. Antes de entrar no mercado financeiro, chegou a considerar uma carreira como escritor.
Sua trajetória em Wall Street começou no Bear Stearns, onde também trabalhou com Solomon. Waldron havia sido rejeitado pelo próprio Goldman logo após a faculdade, mas acabou sendo recrutado pelo banco em 2000. Dois anos depois, tornou-se sócio e passou por áreas como financiamento alavancado e atendimento a fundos de private equity.
Em 2014, Waldron foi nomeado um dos líderes da divisão de banco de investimento. Quatro anos depois, quando Solomon assumiu como CEO, passou a ocupar os cargos de presidente e diretor de operações. Desde então, os dois trabalharam próximos na condução da estratégia do banco.
A posição de Waldron dentro do Goldman foi reforçada em 2025, quando o banco concedeu a ele um bônus de retenção de 80 milhões de dólares, após conversas do executivo com outras instituições financeiras, incluindo a Apollo Global Management. No mesmo ano, ele também entrou para o conselho de administração do Goldman.
Como diretor de operações, Waldron também esteve envolvido em iniciativas para integrar as diferentes áreas do banco e ampliar a eficiência operacional. Entre elas está o programa chamado OneGS 3.0, que inclui mudanças no modelo interno de trabalho e o uso de tecnologia e automação.







