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Produtividade do trabalho fica estagnada em 0,1% em 2024

Resultado mostra uma desaceleração em relação ao crescimento de 2,3% em 2023; projeções indicam um recuo neste ano

Por Luana Zanobia Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 17 mar 2025, 15h14 • Atualizado em 17 mar 2025, 15h39
  • Ao longo da última década, o Brasil tem lutado para romper com sua tendência de baixa produtividade, uma questão que afeta diretamente sua competitividade global. Entre 2017 e 2019, a produtividade do trabalho já apresentava uma tendência de queda, que foi temporariamente interrompida pela elevação atípica de 2020. Em 2023, o país observou um crescimento robusto de 2,3% na produtividade por hora efetivamente trabalhada, superando a média histórica e trazendo um raro sopro de otimismo. No entanto, 2024 contou uma história diferente: um crescimento modesto de apenas 0,1%. Ou seja, a produtividade ficou praticamente estagnada, segundo dados do Observatório da Produtividade Regis Bonelli do FGV/Ibre. 

    Para entender esse fenômeno, é crucial analisar as dinâmicas do mercado de trabalho. Em 2024, as horas efetivamente trabalhadas cresceram 3%, quase no mesmo ritmo do valor adicionado, em 3,1%, o que resultou na estagnação da produtividade. Isso contrasta com 2023, quando o aumento da produtividade foi impulsionado pela redução do crescimento das horas trabalhadas, permitindo um salto em eficiência.

    Olhando para trás, o comportamento da produtividade desde 2020 tem sido marcado por extremos. O segundo trimestre de 2020 viu um aumento expressivo da produtividade por hora, em grande parte devido às mudanças impostas pela pandemia, quando as medidas de distanciamento social reduziram o número de horas trabalhadas sem, necessariamente, impactar o valor agregado da produção em igual medida. No entanto, esse salto foi seguido por uma desaceleração, que se estendeu até 2022. Os números de 2023 mostram uma recuperação significativa, mas muito desse ganho esteve concentrado no setor agropecuário, sugerindo que o aumento não foi tão amplamente distribuído na economia quanto parecia à primeira vista.

    Para este ano, as projeções não são animadoras. Com um crescimento estimado da economia de apenas 1,7% e uma alta de 2% na população ocupada, a produtividade pode encolher em torno de 0,3% em 2025, segundo estimativas do Observatório. 

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