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Principal alvo da Lava Jato em 2014, construtora volta a usar o nome Odebrecht

Após recuperação judicial e redução de dívida, construtora da holding Novonor retorna ao nome e marca originais

Por Simone Blanes Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 3 Maio 2025, 13h50 • Atualizado em 3 Maio 2025, 13h52
  • A partir desta sexta-feira 2, a OEC (antiga Odebrecht), braço de construção pesada da Novonor, volta a usar o nome original Odebrecht. Segundo a companhia, a construtora que chegou a ser uma das maiores empreiteiras de obras públicas e privadas da América Latina antes da crise provocada pelas investigações da Operação Lava Jato, em 2014, agora será chamada de Odebrecht Engenharia & Construção.

    Após passar por uma recuperação judicial, concluída em 2024, a construtora conseguiu firmar um acordo com seus credores e reduzir a dívida de US$ 4,6 bilhões (cerca de R$ 26,5 bilhões, na atual cotação) para US$ 150 milhões (R$ 850 milhões). Com a reestruturação financeira, a companhia espera voltar a investir e crescer.

    Vale lembrar que, em 2014, junto com outras grandes empresas do setor, como Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, OAS e Queiroz Galvão, a Odebrecht foi pivô da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, por conta da investigação acerca do pagamento de propina em contratos de obras e serviços para a Petrobras. Foi um dos maiores escândalos empresariais brasileiros registrados até hoje.

    Por conta disso, todas essas empreiteiras entraram em uma enorme crise financeira, tendo que recorrer a ações de recuperação judicial e extrajudicial, além de algumas mudarem até de nome, como aconteceu com a Odebrecht, que passou a ser chamada de OEC.

    “A partir de 2 de maio, a identidade visual da companhia será renovada, acompanhando o momento vivido pela empresa após a recente homologação do seu plano de reestruturação financeira”, informou a companhia, por meio de um comunicado. “A sigla “OEC”, até então central no logotipo, dá lugar ao nome “Odebrecht”, mantendo o descritivo “Engenharia & Construção”, que indica o seu segmento de atuação”.

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    Criada em 1944, a Construtora Norberto Odebrecht (CNO) foi chamada de Odebrecht por mais 37 anos. Após a Lava Jato, virou OEC por seis anos e agora, volta a ser Odebrecht. Já a Novonor, holding que controla a construtora e empresas dos setores imobiliário (OR), concessões e petroquímica (Braskem), continua com o mesmo nome.

    Construção e dinheiro pesados

    De acordo com a nota da empresa, a Odebrecht Engenharia & Construção continua a ser maior construtora de obras pesadas do Brasil, baseada em um ranking da revista especializada no setor, “O Empreiteiro”, com mais de 30 contratos ativos em carteira e mais de 18 mil pessoas trabalhando em obras e escritórios no Peru, Angola, Estados Unidos e Brasil, onde atualmente toca obras como o Rodoanel Norte, em São Paulo; a Ponte de Guaratuba e a PR-092, no Paraná e a BR-386 (ViaSul), entre outras.

    A empresa diz ainda ter entregado mais de 36 projetos em sete países nos últimos cinco anos, gerando um total de US$ 16 bilhões, em contratos de investimentos de clientes públicos e privados. Em seu mais recente relatório anual, informa que em 2023 teve receita líquida de R$ 4,06 bilhões.

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