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Prévia do PIB indica expansão de 3,8% em 2024

O IBC-Br desacelerou e recuou 0,7% no quarto trimestre, como resultado dos juros altos

Por Luana Zanobia Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 17 fev 2025, 09h34 • Atualizado em 18 fev 2025, 12h00
  • O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) recuou 0,7% no último trimestre de 2024, segundo dados divulgados nesta segunda-feira 17 pelo Banco Central. Essa é a maior contração desde julho, quando recuou 0,4%. Apesar da desaceleração, o índice, conhecido como uma prévia do PIB, indica uma expansão de 3,8% na economia brasileira ao longo do ano.

    “Ao longo de 2024 diversos fatores impulsionaram a atividade econômica, com destaque para a taxa de desemprego em mínimas históricas, aumento dos salários, melhores condições de acesso para o crédito e uma forte elevação dos benefícios sociais”, diz Rafael Perez, economista da Suno Research. “Contudo, o último trimestre do ano passado já sinalizou para um esgotamento dos vetores que impulsionaram a atividade diante de uma política fiscal e monetária mais restritivas”, avalia.

    O desempenho no mês de dezembro foi influenciado por uma queda generalizada nos diversos setores da economia, com destaque para o recuo no setor de serviços (-0,5%), no varejo (-0,1%) e na indústria (-0,3%).

    A queda no indicador reflete o impacto das sucessivas altas da taxa Selic, que atualmente está em 13,25% e que tem novas elevações previstas ao longo do ano, com o mercado projetando uma taxa terminal de 15%. A política monetária mais rígida, adotada para conter a inflação, resulta em um esfriamento da atividade econômica, com impacto direto no crédito e, consequentemente, sobre o consumo.

    Apesar de um cenário de juros altos, o economista acredita que o PIB do primeiro trimestre de 2025 ainda deve registrar um crescimento expressivo, impulsionado pela safra recorde de grãos, principalmente de soja, que concentra quase 60% de sua produção entre janeiro e março. “No entanto, esse efeito positivo será temporário”, diz Perez. Isso porque os setores mais cíclicos da economia devem perder força ao longo do ano, à medida que a inflação elevada, o aperto das condições financeiras e a menor expansão fiscal limitam o ritmo da atividade.

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