Premiação TOP30 — As Melhores Empresas do Brasil ressalta a força da iniciativa privada
Ranking foi elaborado por VEJA NEGÓCIOS em parceria com a agência de classificação de risco de crédito Austin Rating
Contribuir para o crescimento da economia, gerando empregos e riqueza, é um desafio diário para as mais de 24 milhões de empresas brasileiras. A pesada carga tributária, os gargalos de infraestrutura e os juros altos, entre outros fatores, aumentam os custos operacionais e inibem os investimentos. O resultado quase sempre é a queda da rentabilidade. De 2022 a 2024, o lucro líquido total das 1 000 maiores companhias do país recuou 25%. Um seleto grupo, porém, exibiu uma resiliência notável e elevou seus ganhos em 19%. Esse time é composto pelas vencedoras da primeira edição do ranking TOP30 — As Melhores Empresas do Brasil, elaborado por VEJA NEGÓCIOS em parceria com a agência de classificação de risco de crédito Austin Rating, que desenvolveu uma metodologia exclusiva para identificar as companhias com o melhor desempenho em trinta setores. “Diante de circunstâncias muitas vezes adversas, a trajetória das empresas brasileiras é um ato de coragem”, afirmou Mauricio Lima, CEO da Editora Abril, que publica VEJA e VEJA NEGÓCIOS, na cerimônia de premiação, realizada em 31 de outubro no hotel Palácio Tangará, na cidade de São Paulo. “É justamente essa coragem que celebramos com a primeira edição do TOP30.”
Para chegar às vencedoras, a Austin Rating analisou um banco de dados com mais de 10 000 companhias e selecionou 2 079 que cumpriram os requisitos estabelecidos para ser elegíveis ao prêmio: ter publicado seus balanços em 2022, 2023 e 2024, apresentar patrimônio líquido positivo e gerar uma receita líquida anual acima de 100 milhões de reais. O objetivo de avaliar três anos de desempenho foi contemplar os negócios com a administração mais consistente.
Reunindo alguns dos principais homens e mulheres do universo corporativo do país, o evento também sublinhou a urgência de o governo adotar medidas estruturais que destravem o desenvolvimento, tais como o equilíbrio das contas públicas, a redução da carga tributária, a segurança jurídica e a defesa intransigente da iniciativa privada. A morosidade com que o poder público avança nessas questões, contudo, é desanimadora. “Percebemos com desgosto que a maioria dos problemas continua exatamente igual”, disse Fábio Carvalho, chairman do Grupo Abril, durante a cerimônia. “Falta gestão na formação das pautas prioritárias do governo.”
Quando o poder público reduz seu peso sobre a economia e incentiva o capital privado, no entanto, os resultados aparecem rapidamente. É o que mostra a Sabesp, a vencedora na categoria saneamento e eleita também a Empresa do Ano do TOP30 2025. Privatizada em julho do ano passado, a companhia investirá cerca de 70 bilhões de reais até 2029, quando deve entregar a meta estabelecida em seu novo contrato: a universalização dos serviços de água e esgoto nos 377 municípios paulistas que atende. O montante equivale a tudo o que investiu ao longo de seus cinquenta anos como estatal. “Lutamos para fechar essa lacuna da universalização e para trazer dignidade, saúde e valorização ambiental”, disse Carlos Piani, presidente da Sabesp, durante a premiação.
Responsável pela desestatização da companhia, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, enfatizou a importância do capital privado para o crescimento do país: “Acredito muito no Brasil, porque acredito nas suas forças vivas que são as empresas”. De acordo com Tarcísio, “o papel do Estado é não atrapalhar os empresários”. Os sólidos resultados exibidos pelas vencedoras da primeira edição do TOP30 seriam replicados por inúmeras outras companhias brasileiras se o poder público compreendesse, de fato, esse papel.
Publicado em VEJA de 7 de novembro de 2025, edição nº 2969






