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Podemos esperar a revogação das tarifas em breve, diz Lula um dia após ligar para Trump

O presidente americano, Donald Trump, tinha classificado a conversa com Lula como muito boa

Por Bruno Andrade Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO , Caio Saad Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 3 dez 2025, 09h14 •
  • O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve retirar outros produtos do tarifaço. A fala foi proferida em entrevista à TV Verdes Mares nesta quarta-feira, 3.

    “Acho que está perto de a gente ouvir uma notícia boa. A gente pode esperar a revogação das tarifas”, disse Lula. O chefe do executivo brasileiro relatou que conversou seriamente com o líder americano sobre a necessidade do fortalecimento da relação entre Brasil e Estados Unidos. “Portanto, não tem sentido esse tarifaço”, conclui.

    Ontem, Trump tinha classificado a conversa com Lula como muito boa. “Falamos sobre sanções porque, como você sabe, impus sanções relacionadas a certas coisas que aconteceram. Mas tivemos uma conversa muito boa”, disse Trump. “Eu gosto dele. Muito bom. Já tivemos algumas boas reuniões, como você sabe”.

    Em novembro, os Estados Unidos anunciaram a retirada da tarifa adicional de 40% que incidia sobre parte dos produtos agrícolas importados do Brasil. Mais de 200 itens foram acrescentados à lista anterior de quase 700 exceções ao tarifaço imposto ao Brasil, incluindo carnes, café, frutas, castanhas e especiarias.

    Em documento publicado no mês passado, o presidente Donald Trump afirma que a revisão ocorre após avanços iniciais nas negociações bilaterais com o governo brasileiro. “Em 6 de outubro de 2025, participei de uma conversa telefônica com o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, durante a qual concordamos em iniciar negociações para abordar as preocupações identificadas no Decreto Executivo 14323”, diz o texto.

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    Em relação às pautas ligadas à segurança, Lula ressaltou a urgência em “reforçar a cooperação com os EUA para combater o crime organizado internacional”, destacando recentes operações realizadas no Brasil pelo governo federal para asfixiar financeiramente o crime organizado. Trump, em resposta, ressaltou “total disposição em trabalhar junto com o Brasil”.

    Os Estados Unidos anunciaram na semana passada a retirada da tarifa adicional de 40% que incidia sobre parte dos produtos agrícolas importados do Brasil. A decisão altera o Decreto Executivo 14323 e passa a valer para mercadorias que entraram no país a partir de 13 de novembro. Entre os produtos que tiveram as tarifas suspensas estão carnes, café, frutas, castanhas e especiarias.

    No documento, o presidente Donald Trump afirma que a revisão ocorre após avanços iniciais nas negociações bilaterais com o governo brasileiro. “Em 6 de outubro de 2025, participei de uma conversa telefônica com o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, durante a qual concordamos em iniciar negociações para abordar as preocupações identificadas no Decreto Executivo 14323”, diz o texto.

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    Relação tensa

    A relação entre os países ganhou contornos tensos após os Estados Unidos aplicarem tarifas a produtos brasileiros e sanções a autoridades nacionais em resposta ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por tentativa de golpe. Antes expostas a uma taxa de 10%, mercadorias do Brasil passaram a ser alvo de uma das maiores alíquotas americanas no mundo, de 50%, enquanto o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi sancionado com a Lei Magnitsky e outros magistrados, além de ministros, perderam o visto americano — resultado de articulação do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) com a Casa Branca.

    A justificativa de Washington foi que as ações do governo brasileiro eram uma ameaça à segurança nacional, porque prejudicavam “empresas americanas e os direitos de liberdade de expressão de cidadãos americanos”. O governo brasileiro disse que não aceitaria interferência, com o chanceler Mauro Vieira afirmando que a soberania brasileira “não é moeda de troca diante de exigências inaceitáveis”.

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