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‘Pode ter havido um erro ou dois’, diz Haddad sobre política econômica

Em entrevista a agência americana, o ministro da Fazenda atribuiu problemas como inflação e desaceleração do crescimento à conjuntura internacional

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 28 mar 2025, 13h27 •
  • O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou em entrevista à agência Bloomberg que a queda na popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva está mais ligada aos desafios econômicos globais do que a erros de política interna. “Estamos em um momento difícil para qualquer governo do mundo. Não é um momento fácil para ninguém”, disse Haddad.

    O ministro reconheceu que podem ter ocorrido equívocos pontuais, mas defendeu que o programa econômico está no caminho certo. “Pode ter havido um ou dois erros, mas o projeto em geral é sólido e segue na direção correta”, declarou na entrevista que foi publicada em inglês nesta sexta-feira, 28, e concedida no dia anterior, em Brasília.

    Ele destacou que a inflação e o crescimento lento impactam diversos países e que o governo seguirá sua estratégia sem reações precipitadas. “Parte da inflação é o resultado do fortalecimento do dólar”, disse Haddad. “ Nós não controlamos todas as variáveis internacionais e frequentemente nem as domésticas”.

    Em relação ao impacto fiscal da isenção de Imposto de Renda para quem ganha até 5.000 reais mensais, Haddad disse: “Essa reforma de imposto foi proposta no programa de 2022. Não tem nada a ver com medida eleitoreira, nem com aprovação [do governo].”

    Haddad também comentou a situação internacional, demonstrando preocupação com a volta de Donald Trump ao poder nos Estados Unidos. “Essa é a primeira vez que vejo pessoas sérias discutindo a qualidade e a força da democracia nos Estados Unidos”, disse. No entanto, afastou a possibilidade de conflitos comerciais entre Brasil e Estados Unidos, enfatizando que a relação bilateral é equilibrada e respeitosa. “Não há motivo para um embate comercial entre os dois países. A relação Brasil-EUA é histórica e benéfica para ambas as nações”, concluiu.

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