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Pix vira alvo dos Estados Unidos em ataques ao Brasil

EUA dizem que o país parece estar engajado em práticas anti-competitivas, como o favorecimento de serviços de pagamentos desenvolvidos pelo governo

Por Tássia Kastner
16 jul 2025, 07h54 • Atualizado em 16 jul 2025, 08h10
  • Empresários brasileiros indicaram ao governo que preferem a vida da conciliação com os Estados Unidos, como mostra o balanço das reuniões realizadas na véspera. Acontece que, após a China, o Brasil parece ter virado o alvo da vez de Donald Trump.

    O governo americano abriu uma investigação comercial contra o Brasil, na qual mira até o Pix. No documento, os EUA dizem que o país parece estar engajado em práticas anti-competitivas, como o favorecimento de serviços de pagamentos desenvolvidos pelo governo. Só faltou chamar pelo nome. O Pix se converteu em um concorrente direto das empresas americanas Visa, Mastercard e Amex, já que pode ser um substituto dos cartões, especialmente de débito.

    A nova rodada de ataques americanos eleva a incerteza sobre o tipo de pressão que a economia brasileira poderá sofrer. E, claro, com possíveis reflexos sobre as ações brasileiras.

    Na Europa, crescem as apostas em um revide mais forte aos ataques comerciais de Trump. Segundo a agência Bloomberg, a França se juntou ao grupo de países que gostaria de reagir com mais força, caso não haja um acordo antes de agosto, colocando em prática instrumentos de prática anti-coercitivas.

    Com a guerra comercial no radar e efeitos já sendo sentidos sobre a inflação americana, os futuros do S&P 500 e do Nasdaq começam o dia em queda. Logo mais, sai a inflação ao produtor, que tende a apontar uma tendência de longo prazo para os preços nos EUA. Na Europa, as ações operam sem direção única. As apostas de que o Fed cortará juros em setembro caíram drasticamente nos últimos dias e agora estão praticamente empatadas com a manutenção da taxa, de acordo com a ferramenta Fed Watch, da CME.

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    O EWZ, fundo que representa as ações brasileiras em Nova York, opera perto da estabilidade, a -0,04%. Tem sido difícil resistir ao peso da ameaça americana.

    Agenda do dia

    8h: Alcolumbre recebe Alckmin, Gleisi e Motta para debater tarifas de Trump
    9h: Lula se reúne com bancos públicos para discutir novo modelo de crédito imobiliário
    9h30: EUA publicam inflação ao produtor (PPI)
    10h15: Beth Hammack (Fed) participa de evento
    11h: Alckmin se reúne com representantes da indústria
    11h: Michael Barr (Fed) participa de evento
    14h30: BC divulga fluxo cambial semanal
    15h: Fed divulga Livro Bege    
    15h: Alckmin se reúne com o presidente da Amcham Brasil, Abrão Neto
    19h30: John Williams (Fed) discursa em evento

    Balanço

    Antes da abertura: Bank of America, Goldman Sachs e Morgan Stanley
    Após o fechamento: Alcoa e United Airlines

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