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Pix agendado: como funciona a nova modalidade da ferramenta

O serviço que permite a transferência agendada de valores fixos por pessoas físicas e jurídicas era opcional para as instituições financeiras

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 28 out 2024, 16h41 • Atualizado em 28 out 2024, 17h39
  • O Banco Central do Brasil inaugura uma nova fase no uso do Pix, seu sistema de pagamento instantâneo, ao introduzir o Pix Agendado Recorrente, serviço que passa a ser ofertado de forma obrigatória em todos os bancos a partir desta segunda-feira, 28.

    O serviço permite que pessoas físicas e jurídicas automatizem pagamentos de valor fixo, como mesadas, doações e aulas particulares, trazendo uma solução mais eficiente e flexível para usuários e empresas.

    Até então, a oferta de pagamentos agendados recorrentes era opcional para as instituições financeiras. Contudo, com a resolução do Banco Central publicada em dezembro de 2023 e revisada em julho deste ano, o serviço tornou-se obrigatório. Agora, todos os bancos estão incumbidos de integrar o recurso às suas plataformas, o que promete facilitar a vida dos usuários, ao oferecer um método automatizado para transferências periódicas, sem a necessidade de múltiplas autorizações.

    Segundo o Banco Central, a padronização dos processos pode reduzir significativamente os custos de cobrança, ao eliminar a necessidade de convênios bilaterais comuns em modalidades como o débito em conta. Essa simplificação promete não apenas maior conveniência para os pagadores, mas também mais segurança e previsibilidade para quem recebe, ajudando a combater a inadimplência.

    Segurança reforçada

    A partir de 1º de novembro, o Banco Central também introduzirá novos limites de segurança no uso do Pix. Para transferências feitas a partir de dispositivos não cadastrados — como um novo celular ou computador —, o valor será limitado a R$ 200 por operação, com um teto diário de R$ 1.000. Essa medida visa conter possíveis fraudes e aumentar a segurança nas transações, exigindo que os usuários registrem previamente seus dispositivos para autorizar transações de valores maiores.

    O cadastro de dispositivos oferece uma camada extra de proteção, sem alterar a experiência de uso para aqueles que já realizam transações via Pix a partir de aparelhos conhecidos. A mudança busca equilibrar a segurança com a facilidade de uso, características centrais do sistema Pix desde sua criação, em 2020.

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