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PIB dos Estados Unidos cresce 3%, puxado pela queda nas importações

No 1º trimestre, o PIB havia recuado 0,5%. Primeira leitura do indicador foi divulgada nesta quarta-feira, 30

Por Camila Pati Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 30 jul 2025, 10h10 • Atualizado em 31 jul 2025, 10h57
  • O Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos cresceu 3,0% em taxa anualizada no 2º trimestre de 2025, segundo a primeira leitura do Bureau of Economic Analysis (BEA), divulgada nesta quarta-feira, 30. O resultado veio acima do esperado pelo mercado, cujo consenso era de 2,6%.

    No 1º trimestre, o PIB havia recuado 0,5%. O tarifaço influenciou o resultado já que o avanço no período é fruto da queda das importações, que entram como subtração no cálculo, e maior gasto do consumidor, parcialmente compensados por quedas em investimento,  e exportações.

    A queda nas importações, sobretudo de bens não duráveis (com destaque para produtos farmacêuticos), e a aceleração do consumo em serviços (saúde, alimentação e hospedagem, serviços financeiros e de seguros) e em bens (veículos e outros não duráveis) foram os principais influenciadores do resultado. Já a queda nas exportações veio sobretudo em bens, com destaque para veículos automotores, motores e partes, segundo o BEA.

    Análise

    Na análise de  Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad, a  trajetória de crescimento é ainda menos robusta do que em outros períodos em anos recentes. “O número é uma reversão significativa em relação à queda de 0,5% do primeiro trimestre, mas ambas as leituras foram distorcidas por efeitos da guerra comercial”, diz.

    A queda nas importações, efeito da vigência das primeiras tarifas comerciais aplicadas, assim como uma antecipação dessas importações puxou o número para baixo no primeiro trimestre, explica.

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    Sara Paixão, Analista de Macroeconomia da InvestSmart XP,o indicador reforça a resiliência da economia americana, mas também traz indícios dos efeitos do tarifaço para a economia dos Estados Unidos. “Principalmente considerando as mudanças extremas no padrão das importações de um trimestre para o outro”, diz.

    Os fatos que mexem no bolso são o destaque da análise do VEJA Mercado:

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