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Petróleo dispara 6,5% após ataques iranianos a refinarias no Oriente Médio

Ação bélica iraniana é uma resposta aos ataques israelenses contra o campo de gás de Pars e a morte de seu ministro da inteligência

Bruno AndradePor Bruno Andrade Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 19 mar 2026, 07h53 • Atualizado em 19 mar 2026, 09h59
  • Os preços futuros do petróleo Brent, negociado na Bolsa de Londres, dispararam 6% no pregão desta quinta-feira, 19. A alta ocorre após uma onda de ataques do Irã a refinarias em quatro países do Oriente Médio. A ação bélica iraniana é uma resposta aos ataques israelenses contra o campo de gás de Pars, no Irã, atingido nesta quarta-feira, 18. Também pesa a retaliação pela morte do ministro da Inteligência iraniano, Esmaeil Khatib, assassinado em um ataque reivindicado por Israel.

    Por volta das 8h, o petróleo avançava 6,46%, a 114,32 dólares. Na noite de quarta-feira, 18, o Irã lançou uma série de ataques contra instalações energéticas em países do Golfo. Duas refinarias da estatal de petróleo do Kuwait registraram incêndios após ataques com drones, informou o Ministério da Informação do país.

    Na Arábia Saudita, um drone caiu na refinaria Samref, localizada na zona industrial do porto de Yanbu, no Mar Vermelho. Antes, o governo saudita havia informado a interceptação de um míssil balístico lançado contra o porto. O país não descarta uma resposta militar aos repetidos ataques iranianos com mísseis e drones, afirmou o ministro das Relações Exteriores, príncipe Faisal bin Farhan. “Reservamo-nos o direito de empreender ações militares, se considerarmos necessário.”

    No Catar, equipes da defesa civil controlaram incêndios após um ataque iraniano em Ras Laffan, o maior complexo industrial e porto de exportação de gás natural liquefeito (GNL) do mundo, segundo o Ministério do Interior. “A Defesa Civil controlou totalmente os incêndios na zona industrial de Ras Laffan, sem registro de feridos”, informou a pasta em publicação no X.

    Em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, um centro de processamento de gás natural foi fechado após a queda de destroços de mísseis interceptados. As autoridades responsabilizaram o Irã pelos ataques. Soma-se a isso o risco de bloqueio do Estreito de Ormuz, principal rota do comércio marítimo de petróleo.

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    O presidente dos Estados Unidos voltou a criticar a recusa de aliados em contribuir para a segurança no Estreito de Ormuz, por onde passa, em condições normais, cerca de um quinto do petróleo comercializado no mundo. A crise energética já tem efeitos globais: a companhia aérea SAS anunciou o cancelamento de ao menos mil voos em abril, poucos dias após reajustar tarifas, enquanto a Itália aprovou um decreto para conter os preços dos combustíveis.

    No Líbano, considerado o segundo principal front do conflito, Israel mantém sua ofensiva contra o grupo xiita Hezbollah. O centro de Beirute foi atingido por ataques que deixaram 12 mortos, entre eles um dirigente de um canal de televisão ligado ao Hezbollah. A União Europeia, por sua vez, instou Israel a interromper suas operações no país, diante de uma situação humanitária já classificada como “catastrófica”, com mais de um milhão de deslocados.

    (Com informações da AFP)

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