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Petrobras pode ganhar até US$ 28,5 bilhões se reajustar o preço nas refinarias, diz XP

Sem repasse de preços, as perdas podem chegar a 300 milhões de dólares a cada alta de 10 dólares no barril

Bruno AndradePor Bruno Andrade Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 9 mar 2026, 11h24 •
  • A Petrobras pode ganhar até 28,5 bilhões de dólares em fluxo de caixa livre caso reajuste os preços dos combustíveis nas refinarias, segundo analistas da XP Investimentos em relatório publicado nesta segunda-feira, 9. A estimativa considera o preço do petróleo a 100 dólares por barril, patamar superado durante o pregão desta segunda-feira.

    Caso a Petrobras alinhe os preços ao novo nível do petróleo, a XP projeta ganhos de 4 a 5 bilhões de dólares com gasolina para cada aumento de 10 dólares no barril. No caso do diesel, a sensibilidade aos spreads de refino é de 1,5 a 2 bilhões de dólares para cada alta de 10 dólares por barril.

    “Isso significa que, com o Brent a 100 dólares por barril e os spreads de refino 50 dólares por barril acima de nossas premissas do cenário-base, a Petrobras poderia gerar cerca de 28,5 bilhões de dólares em fluxo de caixa livre, valor destinado ao pagamento de dividendos, o que representaria um dividend yield de aproximadamente 25%”, afirma Regis Cardoso, que assina o relatório da XP.

    Caso a estatal opte por não reajustar os preços dos combustíveis, o cenário seria diferente. Para a corretora, o potencial de crescimento das receitas ficaria limitado às exportações de petróleo bruto e a outras vendas atreladas às referências internacionais. Nesse caso, não haveria ganho com spreads de refino mais elevados — ao contrário, haveria perda de cerca de 300 milhões de dólares para cada aumento de 10 dólares por barril, devido à necessidade de importar combustíveis com prejuízo.

    “No total, isso significa que, com o Brent a 100 dólares por barril e os spreads de refino do diesel 50 dólares por barril acima de nossas projeções iniciais, a Petrobras geraria apenas 13 bilhões de dólares em fluxo de caixa livre, ou um rendimento de 11%, caso não repasse os aumentos de preço”, explica Cardoso.

    Em resumo, o reajuste dos combustíveis ainda é incerto. Se não ocorrer, o fluxo de caixa livre da estatal pode ficar 15,5 bilhões de dólares menor que no cenário com repasse — uma queda de cerca de 60%  em relação aos 28,5 bilhões de dólares estimados no cenário mais favorável. Agora, resta saber qual caminho a companhia adotará.

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