Petrobras abre mão de direito de preferência no controle da Braskem
Operação indica que estatal não aumentará e nem venderá sua participação na petroquímica, apenas continuará como sócia
A Petrobras informou nesta quinta-feira, 12, em comunicado oficial, que decidiu não exercer os Direitos de Preferência e Tag Along previstos no acordo de acionistas da Braskem. Assim, a estatal não vai aumentar nem vender a sua participação na petroquímica, continuando sócia — e fornecedora de matérias-primas —, mas sem controle. A medida foi tomada na véspera, em reunião do Conselho de Administração da Petrobras.
A controladora e dona de 50,1% das ações com poder de voto da Braskem é a Novonor, antiga Odebrecht, que está em recuperação judicial. Ela tenta vender sua fatia na petroquímica há sete anos como uma das medidas de renegociação de dívidas para evitar falência, iniciadas após os desdobramentos da Operação Lava Jato.
Em dezembro de 2025, a gestora IG4 Capital, que assessora o fundo Shine, anunciou um acordo para comprar as ações da Novonor na companhia, adquirindo dívidas de cerca de 20 bilhões de reais que a controladora possui com os grandes bancos brasileiros e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A decisão da Petrobras indica que o seu Conselho não vê necessidade de intervir na transação em curso.
A operação ainda precisa ser aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e depende da conclusão das negociações.





