‘Pelo presidente Lula, teríamos acabado com as bets’, diz ministro
Dario Durigan, da Fazenda, concedeu entrevista nesta sexta-feira a uma rádio baiana
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu nesta sexta-feira, 21, a regulamentação das bets, relembrou medidas de aperto a este mercado feitas ao longo do governo de Luiz Inácio Lula da Silva e disparou críticas aos governos anteriores. “Tivemos que começar um trabalho lá em 2023 para acabar com a anarquia deixada pelos governos Temer e Bolsonaro”, afirmou Durigan, que concedeu uma entrevista no início da manhã à Rádio Metrópole, da Bahia.
“O presidente Lula diz que não gosta das bets e, por ele, teria acabo com as bets, e eu tenho um sentimento parecido ao do presidente. Então precisamos ter responsabilidade de construir um caminho de rigor e combate, e sem que incentive o mercado ilegal”, disse. “Temos que tratar as bets igual ao cigarro, que tem tributação alta e o Brasil é um caso de sucesso na diminuição do tabagismo do nosso povo.”
A entrada dos jogos digitais de apostas, as bets, foi permitida no país em 2018, durante o governo de Michel Temer, mas apenas em 2023, no primeiro ano de Lula no governo, foi feita uma regulamentação para elas.
De acordo com Durigan, a chegada das bets sem regulação, nos primeiros anos, permitiu que elas se espraiassem pela economia e tornou o seu controle, depois, mais difícil. “Elas ganharam licença para funcionar em 2018 e funcionaram basicamente sem regra nenhuma até 2023”, disse. “Quando entramos, vimos que já tinha a presença das bets no futebol, nas confederações, na publicidade e anúncios, no rádio e na tv, e uma força política já instalada no Congresso contra a reversão das bets.”
Durigan lembrou que, entre diversas medidas recentes, o número de pessoas impedidas de acessar as apostas online já chega a 5 milhões atualmente. Isso inclui beneficiários de programas socias como Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), que são proibidos, por meio do controle do CPF, de ter cadastro nas plataformas de apostas e as pessoas que entraram no Desenrola, também proibidas como condição para participar do programa de renegociação de dívidas com subsídios do governo.
Além dessas, já chega a 1,2 milhão o número de pessoas que pediram a sua exclusão voluntária das betas, segundo Durigan. Isso pode ser feito por meio da plataforma de autoexclusão, lançada pelo próprio Ministério da Fazenda no fim do ano passado. Por meio dela, qualquer pessoa pode pedir, usando a conta gov.br pela internet, que seu CPF fique bloqueado para cadastros nos aplicativos e sites de apostas. A medida alcança todas as plataformas que são regularizadas no país.







