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Pânico no agro: e se Trump punir o Brasil por importar fertilizantes da Rússia?

O americano anunciou nesta quarta-feira, 6, sanções secundárias à Índia por comprar derivados de petróleo da Rússia

Por Diogo Schelp Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 6 ago 2025, 11h33 - Publicado em 6 ago 2025, 11h23

O presidente americano Donald Trump anunciou nesta quarta-feira, 6, que vai impor tarifa adicional de 25% sobre as importações da Índia, em retaliação pelo fato de o país asiático importar derivados de petróleo da Rússia. A medida configura um instrumento de pressão conhecido como sanções secundárias, que são aquelas direcionadas contra parceiros do país que se quer de fato atingir. Países que mantêm uma relação comercial intensa com a Rússia, segundo Trump, “alimentam a guerra” na Ucrânia.

Existe um risco de que a decisão seja um prenúncio de punições também ao Brasil, que nos últimos anos aumentou suas compras da Rússia — 60% do diesel importado vem de lá.

Trump chegou a dizer, na terça-feira, 5, que a tarifa adicional para quem importa petróleo da Rússia pode chegar perto de 100%. Ele se referiu especificamente à compra de petróleo da Rússia, mas há um temor de que futuramente a sanção possa se estender para o comércio de outros produtos. Se isso acontecer, vai ser um desastre para o agronegócio brasileiro, que depende do fornecimento de fertilizantes da Rússia.

Nada menos que 31% dos fertilizantes importados pelo Brasil vêm da Rússia, principalmente nitrogenados, fosfatados e potássicos. Esses adubos minerais, extraídos de minérios ou do refino do petróleo, são utilizados em diversas culturas, em especial soja, milho, cana-de-açúcar e café.

É muito difícil encontrar vendedores alternativos desses insumos para as lavouras brasileiras. Isso porque outros fornecedores, como a China, o Canadá e o Marrocos, têm uma oferta limitada desses produtos. O próprio Brasil tem uma produção interna muito pequena de fertilizantes minerais — problema que foi objeto de grande discussão quando o início da Guerra na Ucrânia colocou em risco o fornecimento desses insumos.

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“Os fertilizantes são o calcanhar de Aquiles que o Brasil, e o principalmente o agro, tem e precisa endereçar. Como a gente faz, por exemplo, para substituir 20% de todo o potássio que o Brasil consome, e que hoje vem da Rússia?”, questionou Gustavo Diniz Junqueira, ex-secretário de Agricultura de São Paulo, no programa Mercado do Veja+. O Brasil é responsável por 8% do consumo global de fertilizantes.

Caso Trump resolva incluir os fertilizantes na lista de produtos “proibidos” de serem importados da Rússia, seria uma medida direcionada para afetar a competitividade internacional do agronegócio brasileiro. O pânico no setor é justificado.

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