Ouro despenca e apaga ganhos de 2026
Neste começo de 2026, a commodity havia batido sua máxima histórica, negociada a US$ 5.318 a onça-troy
O ouro costuma ser considerado o símbolo máximo de uma estratégia defensiva. Se há risco de crise, investidores correm para se proteger alocando recursos no metal. Vale, principalmente, para momentos em que o mercado financeiro fica com o pé atrás com outros ativos considerados seguros, como a dívida pública dos EUA e o dólar.
Neste começo de 2026, a commodity havia batido sua máxima histórica, negociada a 5.318 dólares a onça-troy. E ela vinha mantendo o patamar acima de 5.000 dólares. Há duas semanas, o ouro entrou em queda livre a ponto de anular os ganhos acumulados no ano. Só nesta segunda, a baixa é de 7%. Vale dizer que, em doze meses, a alta acumulada é de mais de 40%.
Volatilidade à parte, a queda tem sido atribuída à ideia de que, com a piora na guerra no Oriente Médio, a inflação causada pela falta de combustíveis manterá as taxas de juros nos Estados Unidos em patamar maior que o esperado, o que empurra investidores de volta aos títulos públicos dos EUA.
Nesta segunda, os mercados financeiros globais recuam, reflexo do temor de uma nova escalada no conflito. O presidente americano, Donald Trump, tenta pressionar o Irã com um ultimato para a reabertura do estreito de Ormuz, enquanto o país persa resiste. Israel teria bombardeado a infraestrutura de Teerã, causando apagões. O barril do petróleo volta a subir na faixa de 1%, para 113 dólares.
O Brasil acompanha o pessimismo global. O EWZ, fundo que representa as ações brasileiras em Nova York, recua 1% nesta manhã. A agenda econômica é fraca, com destaque para o boletim Focus, que deve refletir o aumento das expectativas de inflação causada pela guerra. Bons negócios.
Agenda
- Balanços, após o fechamento: Even e Movida
- 8h25: BC divulga Relatório Focus
- 11h: EUA publicam investimentos em construção em janeiro
- 12h: Zona do euro anuncia confiança do consumidor preliminar de março
Principais índices
- Futuros S&P 500: -0,69%
- Futuros Nasdaq: -0,77%
- Futuros Dow Jones: -0,63%
- Índice europeu (Euro Stoxx 50): -1,93%
- Londres (FTSE 100): -2,18%
- Frankfurt (Dax): -1,98%
- Paris (CAC): -1,91%
- Brent: 1,12%, a US$ 113,45 o barril
- Minério de ferro: 0,02%, a US$ 108,25 por tonelada
Fechamento mercado asiático:
- Índice chinês CSI 300 (Xangai e Shenzhen): -3,26%
- Hong Kong (Hang Seng): -3,54%
- Bolsa de Tóquio (Nikkei): -3,48%
Esta é a versão online da newsletter de ‘VEJA Negócios – Abertura de mercado’ enviada hoje. Quer receber a newsletter completa, apenas para assinantes, amanhã? Cadastre-se aqui!





