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Os prós e contras do hiperciclo das commodities para o Brasil

Se, por um lado, as altas de preço levaram a disparada das ações de empresas como a Vale, do outro, pressionam ainda mais a inflação e a taxa Selic do país

Por Luisa Purchio 10 Maio 2021, 11h59 • Atualizado em 10 Maio 2021, 12h34
  • Neste final de semana, os preços futuros do aço e do minério de ferro bateram novos recordes históricos na China e a pressão impactou as empresas brasileiras na abertura da B3 na manhã desta segunda-feira, 10. Do ponto de vista das empresas brasileiras produtoras de commodities de metais e da balança comercial brasileira, o hiperciclo das commodities é positivo, porém, o risco de que estes recordes aumentem ainda mais a inflação do país é latente.

    Para o Brasil, que tem na China o seu principal parceiro comercial e produz grande volume de minério de ferro e também tem indústrias na área de siderurgia, o hiperciclo das commodities é a princípio uma excelente notícia. Na sexta-feira, 7, a Vale, uma das maiores produtoras de minério de ferro do mundo, teve mais um recorde histórico na bolsa brasileira, com preço de ações fechando a 115,45 reais e, nesta manhã, subiam 3,3%, para 119,34 — há um ano, eles custavam 60,45 reais. A empresa se beneficia ainda dos investimentos na produção de cobre, uma vez que a demanda deste metal tende a crescer com a busca por produtos de menor impacto ambiental. A CSN encerrou o pregão a 50,63 reais na sexta-feira e subia 5,55% nesta manhã, para 53,44 reais, ante o pico de quase 15 reais no começo de 2020.

    Além de beneficiar as empresas brasileiras e ajudar a sustentar o índice Ibovespa em patamares mais altos, o boom das commodities é positivo para a balança comercial brasileira e para a própria cotação da moeda uma vez que mais dólar entra no país e, pela lei de oferta e demanda, ele acaba se desvalorizando frente ao real. Com a ampliação da política fiscal e monetária “dovish” nos Estados Unidos, que desvaloriza a moeda americana, isso acaba sendo ainda mais positivo para a moeda brasileira.

    “As commodities estão subindo na segunda-feira, apoiadas não apenas pelo dólar americano mais fraco, mas também pela reabertura do otimismo e da esperança de gastos em infraestrutura em grande escala nos Estados Unidos e na China”, diz Sophie Griffiths, analista de mercado da Oanda. “A força das commodities inevitavelmente realimenta os setores de materiais e cíclicos, incluindo as mineradoras”, diz ela.

    Por outro lado, porém, este superciclo das commodities pressiona a inflação brasileira e se reflete nos preços dos produtos ao consumidor, uma vez que empresas internacionais e brasileiras acabam tendo de pagar mais caro pela matéria prima e vêm repassando essa alta de custos para seus produtos finais. De acordo com o boletim Focus divulgado nesta segunda-feira, 10, o mercado estimou pela quinta semana consecutiva uma alta nas projeções do IPCA, em 5,06% até o final do ano. Desta forma, a Selic está mais pressionada e o mercado estima que ela terminará 2021 em 3,50% anuais.

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