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Os investimentos bilionários da TSMC e o novo otimismo com IA

O resultado é uma alta de quase 6% nos papéis da companhia negociados em Nova York

Por Tássia Kastner
15 jan 2026, 08h20 • Atualizado em 15 jan 2026, 10h16
  • A fabricante de chips taiwanesa TSMC renova as esperanças do mercado financeiro no fenômeno IA. A companhia anunciou nesta quinta que vai aumentar em pelo menos 25% os investimentos no segmento em 2026, podendo alcançar a marca de US$ 56 bilhões.

    O resultado é uma alta de quase 6% nos papéis da companhia negociados em Nova York, o que ajuda a colocar os futuros americanos no positivo. Aqui vale um aviso: o mercado financeiro tende a ver investimentos gigantes em IA sob dois prismas. Um deles é o que ocorre agora, de que resultados positivos e investimentos significam que esse é um mercado em expansão e com potencial de lucro. O outro, negativo, diz que quanto mais empresas investem, mais difícil é visualizar como o fenômeno se reverterá em lucros maiores.

    Claro, o problema maior é para as empresas como Google, Amazon, Meta, Microsoft, que precisam convencer o usuário final a usar – e, eventualmente, pagar mais – por serviço com IA embarcado. No caso das fabricantes de chips, como a TSMC ou a Nvidia, esse problema é menor, já que as big techs continuam comprando processadores.

    Nos EUA, as atenções ainda estão divididas com a divulgação de resultados do setor financeiro, que tem sido mista. Não só isso, CEO dos bancões começaram a reclamar em voz alta da ideia de Donald Trump de colocar um teto na taxa de juros dos cartões de crédito.

    Enquanto isso, na Europa a agenda é cheia de indicadores “hard core”, entre eles o PIB da Alemanha. O país registrou crescimento de 0,2% em 2025, marcando a saída da recessão econômica de 2024. A expansão foi puxada pelo consumo das famílias e pelos gastos do governo. As ações em Frankfurt operam em queda.

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    No Brasil, a agenda é fraca, com destaque para a divulgação da pesquisa mensal de comércio, isso após a retração registrada no setor de serviços. A esperança de investidores é que se os dados vierem fracos, como esperado, isso acelere o processo de queda da Selic. O EWZ, fundo que representa as ações brasileiras em Nova York, avança nesta manhã.

    Agenda do dia

    8h: Alckmin participa do programa “Bom dia, Ministro”
    9h: IBGE divulga vendas no varejo de novembro
    10h: Anfavea publica produção de veículos de dezembro
    10h30: EUA anunciam pedidos de auxílio-desemprego da semana até 10/1
    11h15: Michael Barr (Fed) participa de painel
    14h45: Tom Barkin (Fed/Richmond) fala em evento

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