ASSINE VEJA NEGÓCIOS

Operação Fim da Fábula prende 12 pessoas suspeitas de integrarem esquema de estelionato digital

Bloqueio judicial pode alcançar bilhões dependendo do saldo existente nas 86 contas

Por Carolina Ferraz Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 24 fev 2026, 15h09 • Atualizado em 24 fev 2026, 15h26
  • A Polícia Civil e o Ministério Público se uniram nesta terça-feira (24) e prenderam 12 pessoas suspeitas de integrar uma associação criminosa especializada em golpes digitais. A Operação Fim da Fábula cumpriu 120 mandados de busca e apreensão, além de 53 prisões temporárias.

    Segundo o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), o grupo adotava o modelo de lavagem em camadas, com transferências de recursos entre familiares, empresas de fachada e contas de terceiros que dificultavam o rastreio do dinheiro. “Tivemos que aplicar a estratégia de ‘seguir o dinheiro’ para desvendar toda a engrenagem criminosa”, explicou o delegado e diretor do Deic, Ronaldo Sayeg.

    O Grupo de Atuação Especial de Persecução Patrimonial (Gaepp) identificou pelo menos 36 imóveis que tinham ligação direta com os investigados e inclusive estavam registrados em nome de “laranjas”. Veículos, embarcações, joias e dinheiro em espécie também foram apreendidos.

    As medidas de apreensão foram autorizadas pela 2ª Vara Especializada em Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da capital paulista. Considerando um teto de 100 milhões de reais por conta, o bloqueio judicial pode alcançar bilhões dependendo do saldo existente nas 86 contas.

    Os mandados seguem em andamento e são cumpridos em cidades como Arujá, Atibaia, Ferraz de Vasconcelos, Guarulhos, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Praia Grande, Santo André, São Bernardo do Campo, São José do Rio Preto, São Paulo e São Vicente (SP); em Capitólio e Nova Lima (MG); e em Brasília.

    Ainda segundo a Polícia Civil e o Ministério Público, o trabalho começou pela identificação dos núcleos estratégicos que eram responsáveis por coordenar as ações dos criminosos. O segundo passo foi mapear os executores dos golpes, operadores financeiros e os integrantes que se encarregavam de ocultar o patrimônio. “A união de esforços é o único caminho para asfixiar o capital dessas organizações e combatê-las de forma efetiva”, afirmou Ivan Francisco Pereira Agostinho, subprocurador-geral de Justiça Criminal do Ministério Público.

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    Domine o fato. Confie na fonte.

    15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

    OFERTA LIBERE O CONTEÚDO

    Digital Completo

    O mercado não espera — e você também não pode!
    Com a Veja Negócios Digital , você tem acesso imediato às tendências, análises, estratégias e bastidores que movem a economia e os grandes negócios.
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    MELHOR OFERTA

    Revista em Casa + Digital Completo

    Veja Negócios impressa todo mês na sua casa, além de todos os benefícios do plano Digital Completo
    De: R$ 26,90/mês
    A partir de R$ 9,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).