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Odebrecht leva BR-163, no MT, com deságio de 52%

Empresa já havia levado o aeroporto de Galeão no leilão da semana passada. Oferta feita por BR-163 foi de R$ 0,02638 por quilômetro

A empresa Odebrecht arrematou o leilão da BR-163, em Mato Grosso, nesta quarta-feira, ao oferecer uma tarifa de pedágio de 0,02638 real por quilômetro, ou seja, 2,638 reais a cada 100 quilômetros rodados. O preço significa um deságio de 52,03% em relação ao teto estabelecido pelo governo federal no edital, de 0,055 real por quilômetro. Na última sexta-feira, O consórcio Aeroportos do Futuro, liderado pela Odebrecht Transport e pela operadora Changi, de Singapura, deu o maior lance pelo aeroporto internacional Antônio Carlos Jobim (Galeão), no Rio de Janeiro, durante o leilão de concessão de aeroportos.

A concessão da BR-163/MT, de trinta anos, terá 850,9 quilômetros de extensão, passando por 19 municípios e exigirá investimentos de 4,6 bilhões de reais, sendo 2,4 bilhões de reais nos primeiros cinco anos. Durante o período, o vencedor terá de prestar serviços de duplicação, recuperação, manutenção, conservação, operação, implantação de melhorias e ampliação da capacidade da BR-163. A taxa interna de retorno estimada pelo governo é de 7,2%.

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Este é o segundo leilão de trecho de rodovia federal incluído no Programa de Investimento em Logística (PIL). As concessões de rodovias têm sido motivo de preocupação para o governo federal. Em licitação realizada em setembro, houve um esvaziamento de propostas para a BR-262. Enquanto a BR-050, leiloada no mesmo dia, recebeu oito propostas de empresas e deságio de 43%, a BR-262 não teve interessados.

Segundo o ministro dos Transportes, César Borges, até o final do ano o governo prevê leiloar mais três rodovias. Os trechos das BRs 060, 153 e 262 entre o Distrito Federal, Goiás e Minas Gerais serão os próximos, em 4 de dezembro. Os envelopes serão entregues na segunda-feira, de acordo com o ministro. O segundo leilão será a continuação da rodovia BR-163, trecho de Mato Grosso do Sul, cuja licitação está marcada para dia 17 de dezembro e a entrega dos envelopes, para dia 15.

Por fim, o terceiro e último leilão de rodovias do ano será o da BR-040 (MG/DF), no dia 27 de dezembro. As empresas interessadas deverão entregar os envelopes com as propostas no dia 23. A expectativa é que o edital seja publicado ainda nesta quarta-feira. Em entrevista ao site de VEJA em junho, Bernardo Figueiredo, que está saindo da presidência da Empresa de Planejamento Logístico (EPL), havia dito que a BR-040 estava com estudos ruins e, provavelmente ficaria para o fim da fila de concessões.

Para o ano que vem devem ser leiloadas as rodovias: BR-101 (BA), BR-116 (MG), BR-153 (GO/TO) e BR-262 (ES/MG).

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Disputa – Sete grupos, sendo dois consórcios e cinco empresas, participaram do leilão, que começou às 10 horas desta quarta. Fizeram propostas isoladamente CCR, Triunfo Participações e Investimentos, Galvão Engenharia, Invepar e Odebrecht. As duas últimas optaram por não repetir a parceria acertada para o leilão anterior de rodovias, em setembro, quando foi ofertada a BR-050 (GO/MG).

Já a EcoRodovias novamente liderou o consórcio Rota do Futuro, do qual participaram também Coimex Empreendimentos e Participações, Rio Novo Locações; Tervap Pitanga Mineração e Pavimentação; Contek Engenharia; A. Madeira Indústria e Comércio; Urbesa Administração e Participações. Essas empresas também estiveram juntas no leilão da BR-050 (GO/MG). Mas, o consórcio anterior contava ainda com a Construtora Cowan, que agora não aparece no grupo.

Outro consórcio, o Integração, era liderado pela Fidens Engenharia. A empresa repete a parceria acertada para o leilão da BR-050, com a Construtora Aterpa M. Martins, Via Engenharia, Construtora Barbosa Mello e Carioca Chistiani-Nielsen Engenharia.

Na terça-feira, o ministro dos Transportes, César Borges, avaliou como positiva a concorrência de sete grupos. “A presidente Dilma Rousseff ficou satisfeita com sete participantes na disputa. Estamos otimistas. Os ajustes feitos deram atratividade aos trechos”, afirmou o ministro. A declaração ocorre dois meses depois de o leilão da BR-262 terminar sem interessados. Desde então, o governo se viu forçado a realizar mudanças no edital para atrair mais investidores.

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