Clique e assine com até 92% de desconto

Obama não negocia sob ameaça de calote, diz assessor

Barganhar concessões políticas poderá abrir um precedente perigoso, segundo Gene Sperling

Por Da Redação 7 out 2013, 12h35

O presidente dos Estado Unidos, Barack Obama, não vai negociar com parlamentares republicanos enquanto eles tiverem usando como ameaça política o calote da dívida do país, afirmou nesta segunda-feira o diretor do conselho econômico nacional da Casa Branca, Gene Sperling ao site Politico. Ele reforçou ainda que a decisão sobre o aumento do teto da dívida americana está nas mãos do Congresso.

Sperling falou um dia após o presidente da Câmara dos Deputados, o republicano John Boehner, ter afirmado que seu partido não votaria a favor do aumento do teto da dívida sem alguma concessão de Obama. O impasse entre republicanos, maioria na Câmara, e democratas, maioria no Senado, já levou a uma paralisação parcial das atividades da Casa Branca desde terça-feira passada. Se a questão do endividamento público não for votada até dia 17 de outubro, o país poderá decretar “default” (calote) de algumas dívidas, uma vez que não terá recursos disponíveis para pagá-las.

Leia mais:

EUA iniciam semana decisiva para economia

Para secretário de Tesouro, Congresso dos EUA “brinca com fogo” sobre crise da dívida

Continua após a publicidade

Impedir um aumento no limite da dívida dos EUA para barganhar por concessões políticas estabeleceria um precedente perigoso, disse Sperling. “Isso será usado de novo e de novo, e vai haver troco caso haja um presidente republicano”, disse.

Sperling e o chefe da assessoria econômica da Casa Branca, Jason Furman, disseram que não há saída fácil caso o Congresso não suba o teto da dívida, hoje em 16,7 trilhões de dólares. O texto da Constituição dos EUA não dá autoridade ao presidente para aumentar o limite da dívida unilateralmente.

Leia ainda: Câmara dos EUA aprova pagamento retroativo a servidores suspensos

Após paralisação, estados americanos cogitam ‘abrir as torneiras’

(com agência Reuters)

Continua após a publicidade
Publicidade