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O sonho em comum entre Lula e Jair Bolsonaro

Lula defendeu a substituição do real por uma moeda única para o Mercosul — ideia já aventada por Bolsonaro e, há muito, defendida por Paulo Guedes

Por Victor Irajá Atualizado em 3 Maio 2022, 16h46 - Publicado em 3 Maio 2022, 14h23

Num desvario comum entre as duas principais candidaturas postas no tabuleiro das eleições de 2022, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente Jair Bolsonaro já defenderam uma “moeda única” para o Mercosul. Na manifestação organizada pela Central Única dos Trabalhadores, a CUT, Lula defendeu a substituição do real por uma moeda comum para o bloco. “Vamos restabelecer nossa relação com a América Latina. E, se Deus quiser, vamos criar uma moeda na América Latina, para não ter esse negócio de ficar dependendo do dólar”, afirmou ele — para, claro, virar alvo de bolsonaristas. 

Apesar de, hoje, um dos filhos do presidente, o deputado Eduardo Boslonaro (PL-SP), fazer troça da proposta no Twitter, a medida já esteve em estudo pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, e foi referendada pelo presidente Jair Bolsonaro, que classificou como positiva a possibilidade de ter uma moeda comum na América Latina. “O Paulo Guedes nada mais fez do que dar o primeiro passo para um sonho de uma moeda única na região do Mercosul, o peso-real”, disse Bolsonaro em 7 de junho de 2019. “Não há dúvidas que, em todo casamento, alguém perde alguma coisa e ganha outras.”

E a ideia de Paulo Guedes não é lá muito nova. O ministro defendeu, em artigo publicado na revista Época em 2008, a criação de uma mesma moeda para os países da América Latina. “Essa agenda positiva criada pela busca de uma moeda continental romperia a inércia que trava nossas lideranças políticas e ameaça a dinâmica de crescimento da América Latina”, escreveu. A proposta aventada em 2019, porém, era vista por Guedes como possível de ser encampada apenas a longo prazo. A ver se, em um eventual governo Lula, uma das ideias do “Posto Ipiranga” de Bolsonaro pode sair do papel. Os especialistas consideram de altíssima dificuldade um projeto do tipo, pela instabilidade geral das economias e de suas moedas em todo o continente.

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