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O que muda para o Brasil com o acordo entre União Europeia e Mercosul

Para economista, pacto pode beneficiar até 700 milhões de pessoas e abrir uma janela inédita para exportações brasileiras

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 9 jan 2026, 14h25 •
  • A aprovação política do acordo entre União Europeia e Mercosul foi recebida como uma boa notícia pelo mercado, mas ainda está longe de produzir efeitos imediatos. Segundo o economista Rodrigo Simões, professor da FAC-SP, o texto agora entra numa fase decisiva: a da burocracia (este texto é um resumo do vídeo acima).

    Para que o acordo seja efetivamente viabilizado, será necessário o aval formal — com registros contratuais — de pelo menos 15 países do bloco europeu, que representem cerca de 65% da União Europeia. “Ele foi aprovado, mas depende agora dessa etapa técnica e jurídica para sair do papel”, explica.

    Um acordo de alcance histórico

    Apesar dos obstáculos, Simões destaca o potencial do pacto. O acordo UE–Mercosul pode beneficiar diretamente cerca de 700 milhões de pessoas, ao integrar dois grandes mercados consumidores. O impacto vai além do comércio de bens tradicionais e envolve uma ampla gama de produtos e setores.

    Além de itens do agronegócio, entram na lista bebidas, vinhos, chocolates e outros produtos de consumo cotidiano. O acordo também abrange investimentos, patentes e a ampliação do comércio bilateral, criando um ambiente mais favorável para a circulação de capital e tecnologia.

    Por que o Brasil pode ganhar mais?

    Na avaliação do economista, o Brasil aparece como um dos principais beneficiários. A indústria brasileira, especialmente no agronegócio, é altamente competitiva e, em muitos casos, mais barata do que a europeia. Isso abre espaço para ampliar exportações e fortalecer o saldo positivo da balança comercial.

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    “É uma grande oportunidade para o Brasil vender mais, gerar empregos, fazer o PIB crescer e abrir novos mercados”, afirma Simões. O efeito em cadeia incluiria maior produção, expansão do mercado de trabalho e estímulo à atividade econômica.

    O que faz um país enriquecer?

    Ao analisar o significado mais amplo do acordo, Simões recorre a uma leitura clássica da economia. Para ele, há três pilares fundamentais para que uma nação se torne mais rica: abertura comercial, investimento em pesquisa e desenvolvimento e educação.

    Nesse contexto, o acordo entre União Europeia e Mercosul representa um passo importante no primeiro desses pilares. “Abertura comercial é essencial. País fechado não enriquece”, resume o economista, que espera que o processo avance e seja concluído ainda neste início de ano.

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    Enquanto isso, o mercado acompanha de perto os próximos movimentos diplomáticos e jurídicos, ciente de que o potencial do acordo é grande — mas sua concretização ainda exige paciência.

    VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Mercado (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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