O que esperar do Fórum Econômico que começa nesta segunda em Davos
Entre protestos, forte esquema de segurança e disputas geopolíticas, encontro reúne líderes globais para discutir riscos econômicos e o futuro da ordem mundial
O Fórum Econômico Mundial começa nesta segunda-feira, 19, em Davos, na Suíça, em meio a protestos e a um cenário de tensões geopolíticas, envolvendo os Estados Unidos, a Groenlândia e o conflito relacionado à Venezuela e ao presidente americano Donald Trump, que culminou na queda do ex-ditador Nicolás Maduro.
O evento reúne líderes políticos, empresários e representantes de ONGs para debater os rumos da economia global. A expectativa é de que cerca de 3 mil participantes, entre chefes de Estado, ministros e executivos de grandes corporações, estejam presentes. Segundo dados divulgados pelo próprio Fórum, a confrontação geoeconômica foi apontada por especialistas como o risco global de curto prazo mais crítico, podendo superar ameaças como guerras e desastres naturais.
Trump vai fazer sua primeira aparição em Davos em seis anos, levando aquela que é considerada a maior delegação de Washington já enviada ao evento nos Alpes suíços.
A passagem do republicano pela região elevou consideravelmente o nível de exigência operacional. A chegada do presidente dos Estados Unidos ampliou os dispositivos de segurança e pressionou a logística local. As autoridades precisaram se preparar não apenas para eventuais ameaças, mas também para manifestações já anunciadas em diferentes cidades da Suíça.
A vários quilômetros de Davos, motoristas são obrigados a reduzir a marcha diante de postos de controle montados pelo Exército, onde documentos são conferidos um a um. O esquema transforma as duas estradas que dão acesso aos Alpes em corredores lentos, com congestionamentos que se estendem por longos trechos.
A passagem de Donald Trump pela região elevou consideravelmente o nível de exigência operacional. A chegada do presidente dos Estados Unidos, acompanhado de uma delegação numerosa, ampliou os dispositivos de segurança e pressionou a logística local. As autoridades precisaram se preparar não apenas para eventuais ameaças, mas também para manifestações já anunciadas em diferentes cidades da Suíça.
Participação de chanceler iraniano cancelada
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, foi “desconvidado” pelo Fórum Econômico Mundial e não irá ao evento. Segundo os organizadores, sua participação não faria sentido após a recente repressão violenta de Teerã contra manifestações realizadas no país.
O senador americano Lindsey Graham foi uma das vozes que criticaram publicamente a possibilidade de o chanceler iraniano comparecer ao encontro anual. “Para aqueles que estão encarregados desses programas, o que diabos vocês estão pensando? Não consigo imaginar uma mensagem pior para enviar aos manifestantes”, escreveu Graham em uma publicação na rede social X.





