Clique e Assine a partir de R$ 9,90/mês

O papo de anos atrás entre Lula e Palocci que pode reeditar 2022

Derrotado três vezes antes chegar ao Planalto, Lula ouviu que plano econômico esquerdista não funcionaria; 20 anos depois, ele tenta reequilibrar as ideias

Por Victor Irajá, Felipe Mendes Atualizado em 17 Maio 2022, 15h41 - Publicado em 17 Maio 2022, 13h07

Derrotado em 1989, 1994 e 1998, o candidato petista Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, recalculou a rota para sair vitorioso nas eleições de 2002. Com a Carta ao Povo Brasileiro, ele se comprometia com o mercado e a sociedade em manter as boas diretrizes econômicas de Fernando Henrique Cardoso. Trajado em bons ternos e de barba aparada, Lula sagrou-se vencedor do pleito. Mas não sem uma conversa, no mínimo, curiosa com seu então assessor econômico, Antonio Palocci. Durante a campanha, Lula brincou com Palocci sobre as diretrizes da campanha. “Você acha que seu programa de direita vai fazer a gente ganhar a eleição?”, disse, rindo, o então candidato. “Você perdeu três com programa de esquerda”, respondeu, também em tom de brincadeira, Palocci. Porém a lição da época pode ser um dos caminhos do petista e pré-candidato para a Presidência vinte anos depois.

A história se repete. Na ocasião, o economista Guido Mantega era o escolhido para ser ministro da Fazenda de Lula. Graças à penetração de Palocci junto a entes do mercado, o segundo ganhou o posto durante os governos do petista. Aliados de Lula garantem que, agora, o ex-presidente deve repetir a fórmula — mas sem pressa. “Ele não quer consolidar uma coordenação econômica durante a campanha. Ele tem na cabeça nomear um ministro político. Não quer economista para causar polêmica”, explica um auxiliar. “Vai depender da situação que estiver nas pesquisas, se for mais apertado ou menos apertado — vai pra decisão mais ou menos conservadora. Ele acha que eleição é coisa pra político, não gosta de economista no meio da campanha”, diz esse assessor.

Por isso, Lula tenta se mover provocando dúvidas na cabeça dos eleitores. Ele tem evitado aparecer publicamente junto a pleiteantes do cargo de ministro da Fazenda, como o próprio ex-ministro Guido Mantega e os economistas Gabriel Galípolo e Guilherme Mello, enquanto os economistas se movimentam nos bastidores para vender uma possível gestão futura ao ex-presidente. Lula tem preferido aparecer em encontros com empresários e economistas ao lado do ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, pré-candidato ao governo do estado. Assessores garantem que essa é uma estratégia para despistar sobre a escolha de nomes para a Fazenda, já que Haddad estaria “totalmente focado” nas eleições paulistas.

Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique. Assine VEJA.

Impressa + Digital

Plano completo de VEJA. Acesso ilimitado aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias 24h e revista digital no app (celular/tablet).

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Receba semanalmente VEJA impressa mais Acesso imediato às edições digitais no App.



a partir de R$ 39,90/mês

MELHOR
OFERTA

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e ter acesso a edição digital no app, para celular e tablet. Edições de Veja liberadas no App de maneira imediata.

a partir de R$ 9,90/mês

ou

30% de desconto

1 ano por R$ 82,80
(cada mês sai por R$ 6,90)