O mundo está abandonando o dólar? Entenda o que está em jogo
Economistas dizem que os países estão 'diversificando' as moedas em busca de 'proteção', mercados emergentes em alta
Os arroubos geopolíticos de Donald Trump — agora com a Groenlândia no centro da crise com a Europa — ajudam a acelerar um movimento que já vinha em curso: a redução da dependência global do dólar. No Programa Mercado de 20 de janeiro, especialistas explicaram que o termo mais preciso talvez não seja “desdolarização”, mas diversificação de reservas. A virada começou a ganhar tração após as sanções à Rússia, quando Moscou perdeu acesso ao sistema financeiro internacional e às reservas em dólar, acendendo um alerta nos bancos centrais mundo afora.
Para Luis Ferreira, da FG Private Wealth Management, a lição foi direta: concentrar reservas em uma única moeda virou risco geopolítico. A resposta tem sido espalhar o caixa entre diferentes moedas e ativos — com destaque para o ouro, cuja valorização recente reflete exatamente essa busca por proteção fora do circuito tradicional do dólar. A lógica não é ideológica, é pragmática: garantir acesso às reservas mesmo em cenários de sanções, conflitos ou rupturas políticas. Europa, Ásia e emergentes caminham na mesma direção, cada um ao seu ritmo.





