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O motivo para a disparada de 60% do ouro em 2025

No programa Mercado, de VEJA, Sidney Lima explica que fuga de investidores para ativos de segurança impulsiona o metal

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 15 out 2025, 16h14 •
  • O ouro voltou a brilhar como o ativo mais seguro do planeta. A valorização acumulada de 60% em 2025, segundo dados citados por VEJA Negócios, reflete o movimento global de fuga de investidores para ativos de proteção em meio ao aumento das incertezas econômicas e políticas.

    Em entrevista ao programa Mercado, do site de VEJA, apresentado por Veruska Donato, o analista Sidney Lima, da Ouro Preto Investimentos, afirmou que o cenário de instabilidade internacional, especialmente nas relações comerciais entre Estados Unidos e China, impulsionou a corrida pelo metal.

    “O ouro é historicamente o ativo mais seguro que existe. Todos os bancos centrais — dos EUA, da China e também o brasileiro — mantêm reservas em ouro para garantir a segurança de suas moedas”, explicou Lima.

    O ouro como “porto seguro”

    De acordo com o analista, o metal voltou a se valorizar à medida que investidores buscam proteção diante das incertezas causadas pela política tarifária do governo Donald Trump e pelo ritmo da economia global.

    “Quando há dúvida sobre o que vai acontecer com as tarifas, se haverá novas sanções ou recuos, é natural que o mercado migre para ativos de segurança. E o ouro é o principal deles”, disse.

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    O movimento, segundo Lima, ocorre porque o ouro é um ativo escasso e universalmente aceito, diferentemente do dólar, que representa a moeda de um único país.

    “O dólar é forte, mas ainda assim é uma moeda nacional. O ouro é ouro — é finito e tem valor em qualquer lugar do mundo”, ressaltou.

    O que esperar do dólar

    Sobre o câmbio, o analista avaliou que o dólar deve se manter estável até o fim de 2025, com tendência de acomodação após um período de forte alta nos últimos meses.

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    “Não vejo o dólar com grande resiliência para novas altas. Ele já teve um movimento intenso no início do ano, impulsionado pelos riscos fiscais no Brasil e pelas incertezas geradas pela política externa americana”, observou.

    Segundo Lima, a flexibilização da política monetária nos Estados Unidos — com cortes graduais nos juros — pode atrair novamente o fluxo de capital para países emergentes, como o Brasil.

    “Quando os juros caem lá fora, os investidores buscam mercados com retornos mais atrativos. E o Brasil ainda tem uma taxa de juros alta, o que deve favorecer a entrada de dólares e trazer estabilidade ao câmbio”, explicou.

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    Perspectiva: ouro em alta, dólar em compasso de espera

    Para o analista, o cenário combina um ouro valorizado como proteção global e um dólar mais tranquilo, sustentado pela confiança em economias emergentes.

    “Podemos ter variações de curto prazo, mas o ouro deve continuar sendo o refúgio preferido dos investidores. Já o dólar tende a encerrar o ano em um patamar mais estável, sem grandes sobressaltos”, concluiu.

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