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O imposto que muda de CEP: por que o mesmo carro pode pagar o dobro de IPVA

Com alíquotas que vão de 1,5% no Amazonas a 4% em São Paulo, o tributo revela um abismo fiscal entre os estados

Por Luana Zanobia Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 9 fev 2026, 10h32 • Atualizado em 9 fev 2026, 15h49
  • Todo começo de ano, o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) entra na lista de despesas fixas de quem tem veículo no Brasil. Em 2026, porém, o imposto ganhou um novo elemento de destaque: a disparidade entre os estados nunca foi tão grande. Dependendo de onde o carro está registrado, o valor pode praticamente dobrar, e essa diferença tem impacto direto no bolso do motorista.

    O IPVA é um tributo estadual cobrado anualmente de proprietários de carros, motos, caminhões, ônibus e outros veículos terrestres. O tributo é calculado a partir do valor de mercado do veículo, multiplicado pela alíquota definida pelo governo estadual. Essa combinação explica por que o mesmo carro pode gerar cobranças tão distintas no país.

    Em 2026, o Amazonas passou a liderar o ranking de menor IPVA do país, ao reduzir a alíquota para 1,5% para carros populares e motos; 1% para caminhões, ônibus e veículos pesados.

    Segundo o governo amazonense, mais de 420 mil veículos devem ser beneficiados com redução ou isenção. A mudança colocou o Amazonas à frente do Paraná, que historicamente ocupava essa posição e manteve em 2026 uma alíquota de 1,9%, ainda entre as mais baixas do Brasil.

    Após o Amazonas e o Paraná, aparecem Santa Catarina, Espírito Santo e Acre, todos com 2% sobre carros de passeio, formando o bloco de estados com tributação mais leve.

    Na outra ponta do ranking estão os estados mais populosos e mais caros para se ter um carro, são eles: São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Os três mantiveram alíquota de 4%, a mais alta do Brasil.

    Um carro popular avaliado em R$ 70 mil paga R$ 1.050 de IPVA no Amazonas, onde a alíquota é de 1,5%. Em São Paulo, com cobrança de 4%, o mesmo veículo gera um imposto de R$ 2.800.

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    No caso de um modelo mais caro, avaliado em R$ 150 mil, o contraste é ainda maior: no Amazonas, o IPVA fica em R$ 2.250, enquanto em São Paulo sobe para R$ 6.000. A diferença ultrapassa R$ 3.700 para um único ano.

    Se o IPVA pesa mais sobre os carros de passeio, motocicletas e veículos de carga costumam receber tratamento tributário diferenciado. Em boa parte do país, motos têm alíquotas menores, geralmente entre 1% e 3%, enquanto caminhões, ônibus e micro-ônibus pagam taxas ainda mais reduzidas, muitas vezes em torno de 1% ou até contam com isenção parcial. A lógica é aliviar o custo de veículos usados como ferramenta de trabalho.

    Como pagar o IPVA

    O pagamento é feito diretamente ao Detran ou à Secretaria da Fazenda estadual, geralmente entre janeiro e março. As opções costumam incluir: cota única, com desconto; e parcelamento, em até três ou mais vezes, dependendo do estado. O não pagamento impede o licenciamento do veículo, o que pode gerar multa, apreensão e juros acumulados.

    IPVA por Estado em 2026

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    Amazonas:  1,5%

    Paraná: 1.9%

    Santa Catarina: 2%

    Acre: 2%

    Tocantins: 2%

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    Espírito Santo: 2%

    Pernambuco: 2% a 2,4%

    Rio Grande do Sul: 2% a 3%

    Maranhão: 2,5%

    Sergipe: 2,5%

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    Bahia: 2,5% a 3% (a depender do combustível)

    Mato Grosso:  2,5% a 3%

    Pará:  2,5%

    Paraíba: 2,5%

    Rio Grande do Norte: 3%

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    Roraima: 3%

    Rondônia: 3%

    Piauí:  3%

    Ceará: 3%

    Distrito Federal: 3%

    Amapá:  3%

    Alagoas: 3%

    Mato  Grosso do Sul: 3,5%

    Goiás:  3,75%

    Minas Gerais: 4%

    São Paulo: 4%

    Rio de Janeiro: 4%

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