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O efeito Amazon: até lojas de grife fecham nos EUA

O avanço do comércio eletrônico leva dezenas de shoppings e lojas tradicionais a fechar as portas nos EUA. Mas Trump promete reagir

Os pontos mais nobres da fulgurante Quinta Avenida de Manhattan, na qual se encontra, por exemplo, a joalheria eternizada pelo filme Bonequinha de Luxo, sempre foram alvo de disputas acirradas no mercado imobiliário. Para terem o privilégio de abrir uma loja nas quadras mais cobiçadas da Quinta Avenida, as marcas precisam desembolsar um aluguel anual de 30 000 dólares por metro quadrado. A principal rua de compras do Brasil, a Oscar Freire, em São Paulo, tem números bem mais modestos: cerca de 800 dólares por metro quadrado. Existem poucas vitrines, em todo o mundo, com um quilate equivalente ao da principal via de Nova York. As grifes de luxo e marcas do momento tinham quase a obrigação de possuir uma loja ali. Em um sinal dos novos tempos, entretanto, algumas grandes redes decidiram fechar as portas na avenida ou se mudaram para trechos menos caros. Foi o que fizeram, nos últimos anos, a Ralph Lauren, a Kenneth Cole e a Juicy Couture. As razões para a debandada são o custo altíssimo para manter um espaço no coração da cidade e a diminuição do fluxo de turistas. Mas não só isso: a desocupação de lojas estreladas na Quinta Avenida é simbólica da transformação em curso no comércio dos Estados Unidos. Grandes lojas de departamentos estão fechando filiais pelo país às dezenas. Alguns consultores dizem que havia uma saturação do comércio no país, cujos excessos começam a ser corrigidos. Outros apontam o dedo para outro culpado: o comércio eletrônico, o chamado “efeito Amazon”.

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