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O alerta que Flávio Bolsonaro dispara no mercado, e o que explica a reação da Bolsa

Para economista, investidores concluíram que senador não teria força para derrotar Lula — e, com isso, aumentaria o risco fiscal no próximo governo

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 8 dez 2025, 12h42 •
  • A simples sinalização de que Flávio Bolsonaro pode ser o candidato apoiado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro na disputa ao Planalto em 2026 foi suficiente para provocar uma forte reação negativa no mercado financeiro. A Bolsa caiu já nos primeiros rumores e despencou de vez quando o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, confirmou o nome do senador. O programa Mercado desta segunda, 8, analisou o caso (este texto é um resumo do vídeo acima).

    O economista André Galhardo, da Análise Econômica, explicou por que investidores reagiram de maneira tão imediata — e por que, na avaliação dele, o movimento foi exagerado.

    Por que o mercado rejeitou o nome?

    Segundo Galhardo, a leitura dominante entre investidores é simples:

    “Na interpretação do mercado, Flávio Bolsonaro não teria condições de vencer Lula nas eleições do ano que vem.”

    Pesquisas atuais apontam que o presidente bateria qualquer adversário no segundo turno, e o senador seria, entre todos, o mais vulnerável. Diante dessa perspectiva, o mercado projeta um cenário em que Lula se reelege — e a questão fiscal, avaliam, seguiria sob pressão.

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    O temor: problemas fiscais no médio e longo prazo

    Galhardo lembrou que parte relevante do desequilíbrio das contas públicas não se dá no curto prazo, mas sobretudo a partir de 2027, quando despesas obrigatórias crescem e comprimem quase por completo o espaço para gastos discricionários:

    “Se o Lula vencer de novo, o mercado teme que o ajuste continue indo apenas pelo lado das receitas, com pouco avanço nas despesas.”

    O economista ressaltou, porém, que o desafio fiscal não seria menor caso a direita vencesse:

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    “Se fosse o Tarcísio ou o próprio Flávio, eles também teriam enorme dificuldade em realizar reformas estruturais que mexem em saúde, educação, previdência. Não é tarefa fácil para ninguém.”

    Reação exagerada? “Sim — e não é a primeira vez”

    Apesar de considerar justificável o receio dos investidores, Galhardo classificou o tom da reação como desproporcional:

    “O mercado tem reagido de forma muito aguda nos últimos meses.”

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    Ele lembrou que o ambiente fiscal já vinha frágil desde antes do atual governo, citando como exemplo a extinção do teto de gastos em 2022.

    Ou seja: o problema não nasce com Lula — e não se resolve automaticamente com uma eventual vitória da oposição.

    VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Mercado (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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