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Nvidia retoma vendas de chips de IA à China após aval de Pequim

Liberação ocorre após meses de entraves regulatórios e reabre um mercado que já respondeu por 13% da receita da empresa

Por Ligia Moraes Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 18 mar 2026, 11h06 •
  • A Nvidia recebeu autorização das autoridades chinesas para retomar a venda de seus chips de inteligência artificial H200 no país, segundo fontes ouvidas pela Reuters. A liberação encerra um impasse regulatório que vinha travando os embarques e abre caminho para a empresa voltar a operar em um mercado que já representou cerca de 13% de sua receita.

    O sinal verde de Pequim ocorre após a companhia também obter licenças dos Estados Unidos para exportações limitadas a clientes específicos na China. A combinação das autorizações permite a retomada da produção dos chips, que havia sido interrompida no ano passado diante das restrições impostas pelos dois governos. “Recebemos pedidos de muitos clientes e estamos retomando a fabricação”, afirmou o CEO Jensen Huang durante evento da empresa na Califórnia.

    Os H200 se tornaram um dos principais pontos de tensão na disputa tecnológica entre Estados Unidos e China. O modelo é considerado o segundo mais avançado da Nvidia para aplicações de inteligência artificial, mas versões mais potentes, como a linha Blackwell e os futuros chips Rubin, continuam proibidas de serem vendidas ao mercado chinês por razões de segurança nacional.

    A demanda por esses componentes permanece elevada entre empresas chinesas de tecnologia. Companhias como ByteDance, Tencent e Alibaba já haviam recebido aprovações preliminares para importar os chips, ainda que sob condições regulatórias. Até recentemente, porém, a ausência de autorização definitiva por parte de Pequim impedia a concretização das vendas.

    Paralelamente, a Nvidia prepara a adaptação de chips da linha Groq para comercialização na China, voltados a tarefas de inferência, a etapa em que sistemas de inteligência artificial executam funções como responder perguntas ou gerar código. O movimento ocorre em um segmento mais competitivo, no qual empresas chinesas como Baidu já desenvolvem soluções próprias. A nova versão deve chegar ao mercado a partir de maio.

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