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Nem Apple, nem Nvidia. Em Wall Street, a bola da vez é a SpaceX

Gestora americana aposta que a empresa de Elon Musk poderá valer inacreditáveis 10 trilhões de dólares

Por Redação 9 jul 2026, 17h57
Nem Apple, nem Nvidia. Em Wall Street, a bola da vez é a SpaceX Priorizar nos meus resultados Google

A SpaceX ainda nem completou um mês de vida na Bolsa e já há quem veja a empresa de Elon Musk atingindo um valor que parecia impossível até pouco tempo atrás. A gestora americana Raymond James iniciou a cobertura da companhia com uma projeção de valuation de 10 trilhões de dólares, cinco vezes acima do valor atual, estimado em cerca de 2 trilhões de dólares.

Se a previsão se confirmar, a fabricante de foguetes ultrapassaria com folga as duas empresas mais valiosas do planeta hoje, Nvidia e Apple, somadas. Na visão dos analistas, a SpaceX deixou de ser apenas uma companhia aeroespacial para se transformar em uma gigante de infraestrutura, capaz de atuar em áreas como conectividade via satélite, inteligência artificial, defesa, logística e transporte espacial.

A tese da Raymond James é que a empresa está construindo uma nova camada de infraestrutura para a economia global. A combinação entre a rede de satélites Starlink e a Starship, foguete de nova geração desenvolvido pela companhia, poderia abrir novos mercados, da manufatura em órbita às telecomunicações, passando por inteligência artificial, defesa e transporte de cargas. Para a gestora, trata-se de uma plataforma de crescimento comparável às grandes revoluções tecnológicas das últimas décadas.

A aposta está baseada principalmente na Starship. A expectativa é que a nave reduza drasticamente o custo para colocar cargas em órbita e abra caminho para novos modelos de negócio, ampliando de forma significativa as receitas da companhia nos próximos anos. A Raymond James estima que a SpaceX possa faturar mais de 800 bilhões de dólares por ano até 2031, impulsionada não apenas pelos lançamentos espaciais, mas também pela expansão da Starlink e de novos serviços que ainda estão em desenvolvimento.

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Embora a maioria dos analistas enxergue forte potencial de valorização para a empresa, a projeção da Raymond James está muito acima da média de Wall Street. Desde a abertura de capital, em junho, as ações acumulam queda, refletindo a divisão entre investidores que acreditam no enorme potencial da companhia e aqueles que consideram otimistas demais as expectativas para o futuro.

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