Mulheres já são maioria na liderança da Caju, mas executivas apontam baixa presença em espaços de poder
Empresa de tecnologia tem mais de 55% de mulheres no quadro total e aposta na diversidade feminina para impulsionar inovação e novos produtos
As mulheres já ocupam a maior parte das posições de liderança na Caju, empresa de tecnologia especializada em soluções para recursos humanos. Atualmente, elas representam 54,2% dos cargos de liderança e 55,3% do quadro total de funcionários da companhia.
Mesmo com esse cenário interno mais equilibrado, executivas da empresa afirmam que a presença feminina ainda é limitada em ambientes institucionais e fóruns estratégicos de decisão. À frente da área jurídica e de relações governamentais da companhia, Karen Fletcher relata que, em reuniões com autoridades e representantes do poder público, é comum ser a única mulher presente.
Segundo ela, essa realidade ainda se repete em diferentes ambientes ligados à formulação de políticas e regulação de setores econômicos. “Nas interações com o governo, frequentemente sou a única mulher na sala. É um retrato de como a presença feminina ainda é reduzida em espaços de decisão”, afirma.
A executiva também destaca que temas ligados à maternidade ainda são raros em ambientes de liderança corporativa e institucional. Durante sua gestação, por exemplo, participou de encontros com autoridades enquanto estava no final da gravidez, experiência que, segundo ela, ainda chama atenção nesses ambientes. Karen participou da criação das áreas de jurídico e compliance da empresa e, no início da estruturação dessas frentes, era a única mulher no mesmo nível de liderança. Hoje, no entanto, a equipe que lidera é formada majoritariamente por mulheres.
Liderança feminina em áreas estratégicas
A presença feminina na empresa também se estende a áreas estratégicas, como desenvolvimento de produtos e tecnologia. Responsável por uma das frentes de produto da companhia, Samara Menezes afirma que ocupar cargos de liderança contribui para ampliar a diversidade em setores que historicamente ainda enfrentam estereótipos sobre perfil de liderança.
Segundo ela, a atuação feminina nesses espaços ajuda a ampliar referências e modelos de liderança dentro da indústria de tecnologia. Já Beatriz Madeira lidera iniciativas voltadas ao desenvolvimento de soluções de gestão de pessoas. Desde que ingressou na companhia, em 2022, participou da criação de novas frentes de negócio e hoje conduz projetos voltados à digitalização de processos de RH e departamento pessoal.
A executiva explica que o objetivo das novas soluções é simplificar rotinas administrativas e permitir que equipes de recursos humanos dediquem mais tempo ao desenvolvimento de talentos dentro das empresas.
Outro movimento recente na estrutura de liderança foi a chegada de Fernanda Weiden, que assumiu o cargo de diretora de produto e tecnologia em outubro de 2025. A executiva passou a liderar áreas como engenharia, design, dados e desenvolvimento de produto, em um momento de expansão do portfólio da empresa e avanço da adoção de inteligência artificial nas soluções oferecidas.
Para as executivas da companhia, ampliar a presença feminina na liderança não se resume apenas a indicadores de diversidade. A presença de mais mulheres em posições estratégicas também contribui para ampliar perspectivas na tomada de decisão e no desenvolvimento de novas soluções.





