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Moraes dá vitória a Gonet contra o governo e exclui MP do arcabouço fiscal

Ministro do STF decidiu que Ministério Público da União deve ter autonomia para investir receitas do órgão no próprio custeio

Por Rayssa Motta Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 28 jan 2026, 11h28 •
  • O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu ao pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e mandou o governo Lula excluir do teto de gastos do arcabouço fiscal receitas do Ministério Público da União (MPU). Com a decisão, o órgão terá total autonomia para usar os recursos no custeio próprio e poderá até abrir créditos adicionais para aplicar o dinheiro, se considerar necessário. Moraes determinou que as verbas devem permanecer “na unidade orçamentária para a devida apropriação futura”.

    Moraes justificou que a autonomia financeira e orçamentária do Ministério Público é “necessária para que o órgão promova a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais”.

    “Em que pese, portanto, sucessivos modelos normativos reforçarem a responsabilidade fiscal de poderes constituídos e entes federados, devendo o Ministério Público da União se adequar aos limites impostos, há de se ter presente o prejuízo acarretado em represar recursos orçamentários oriundos de receitas próprias, sobretudo quando estes se encontram vinculados a propósitos específicos diretamente relacionados à sua autonomia”, escreveu o ministro.

    O Ministério Público da União tem quatro ramificações: o Ministério Público Federal, o Ministério Público do Trabalho, o Ministério Público Militar e o Ministério Público do Distrito Federal.  Segundo o Portal da Transparência, a instituição “arrecadou” R$ 2 milhões no ano passado. O dinheiro veio de aluguéis e arrendamentos de prédios públicos, multas e juros recebidos a partir de contratos firmados pelo órgão, indenizações por danos causados ao patrimônio público e tarifas de inscrição em concursos e processos seletivos.

    A decisão é uma vitória do procurador-geral Paulo Gonet, que pegou carona em uma ação semelhante, movida pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), que beneficiou tribunais e órgãos do Poder Judiciário da União. Ele pediu a extensão do benefício com base na equiparação entre a magistratura e o Ministério Público, prevista na Constituição e frequentemente usada entre as carreiras para cruzar penduricalhos.

    O arcabouço fiscal foi adotado pelo presidente Lula no lugar do teto de gastos para controlar as despesas da União. O governo excluiu do limite de gastos receitas próprias de alguns órgãos federais, como universidades, empresas públicas prestadoras de serviços para hospitais universitários federais e instituições científicas, mas manteve as verbas do Poder Judiciário e do Ministério Público, sob o argumento de assegurar a economia de recursos públicos.

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