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Mirando a Huawei, Trump restringe equipamentos estrangeiros de telecom

Medida pode inviabilizar que a multinacional chinesa - acusada de espionagem pelo presidente - atue no mercado americano

Por Da Redação - Atualizado em 16 maio 2019, 03h23 - Publicado em 16 maio 2019, 02h14

O presidente americano Donald Trump declarou “emergência nacional” nesta quarta-feira 15 para firmar um decreto que proíbe empresas americanas de utilizarem equipamentos de telecomunicações estrangeiros que coloquem em risco a segurança nacional, uma medida que parece visar a China e atinge em particular a gigante chinesa das telecomunicações Huawei.

A Casa Branca disse que a decisão tem o objetivo de proteger o país “dos adversários estrangeiros que exploram cada vez mais as vulnerabilidades da infraestrutura, dos serviços de tecnologia da informação e das comunicações nos Estados Unidos”.

O decreto presidencial visa responder a “atos criminosos favorecidos pela Internet, incluindo espionagem econômica e industrial contra os Estados Unidos e sua população”.

“Este governo fará o que for preciso para manter os Estados Unidos seguros e prósperos”, disse nesta quarta-feira a porta-voz da Casa Branca Sarah Sanders.

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O grupo chinês reagiu declarando que “restringir as atividades da Huawei nos Estados Unidos não deixará o país mais seguro ou mais forte”. “Ao contrário, só empurrará os Estados Unidos para alternativas inferiores e caras”.

No final, os Estados Unidos ficarão “atrasados na área do 5G”, a última geração de telefonia móvel, “o que penalizará as empresas e os consumidores americanos”, declarou o grupo de Shenzhen.

“Estas restrições absurdas pisoteiam os direitos da Huawei e levantam outras questões jurídicas graves”, declarou o grupo.

Diante da possibilidade de um decreto neste sentido, as autoridades chinesas já haviam denunciado o abuso de poder por parte de Washington para eliminar as empresas chinesas da livre concorrência.

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“Há algum tempo os Estados Unidos abusam de seu poder para desacreditar deliberadamente as companhias chinesas e fazê-las retroceder a todo custo, o que não é justo ou respeitável”, disse Geng Shuang, um porta-voz da diplomacia chinesa.

O funcionário acusou Washington de recorrer ao “pretexto da segurança nacional” para evitar que as companhias chinesas ganhem mercado nos Estados Unidos.

Com o secretário de Estado Mike Pompeo na linha de frente, os Estados Unidos realizam há meses uma ofensiva contra a Huawei, que acusam de espionar para Pequim.

Os Estados Unidos excluíram a Huawei dos projetos de tecnologia 5G em seu território e tentam convencer seus aliados ocidentais a fazer o mesmo, advertindo para os muitos riscos de espionagem por meio da quinta geração da Internet móvel.

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“Empresas de telecomunicações chinesas como Huawei servem efetivamente como um braço de Inteligência do Partido Comunista chinês”, declarou o senador republicano Tom Cotton. “A administração tem razão ao restringir o uso de seus produtos”.

(Com AFP)

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