Meta lança assistente de IA integrado a WhatsApp e Instagram
Novo agente, chamado Muse, usa informações das redes sociais para fazer sugestões personalizadas
A Meta lançou nesta terça-feira, 8, seu novo assistente pessoal de inteligência artificial, chamado Muse. É uma aposta de Mark Zuckerberg de que agentes capazes de executar tarefas de forma autônoma serão uma das principais frentes de expansão da empresa.
O serviço estará disponível no WhatsApp, Instagram e Facebook e poderá ser conectado a ferramentas externas, como e-mail e aplicativos de exercícios.
Inicialmente, o Muse será oferecido gratuitamente a adultos nos Estados Unidos. A Meta também terá planos pagos, de US$ 20 e US$ 100 mensais, para usuários que desejarem limites maiores de utilização.
A empresa espera usar a escala de suas plataformas, que somam cerca de 3 bilhões de usuários ativos, para competir com empresas como OpenAI e Anthropic.
IA que conhece o usuário
O diferencial do Muse está no acesso a informações compartilhadas pelo próprio usuário e, em algumas plataformas, a dados de suas interações.
No Instagram e no Facebook, o agente poderá consultar mensagens diretas. No WhatsApp, porém, a criptografia impede esse acesso: o sistema só poderá utilizar informações enviadas diretamente ao assistente.
A Meta afirma que o Muse poderá guardar informações fornecidas pelos usuários e usá-las para fazer sugestões posteriormente. Uma receita salva no Instagram, por exemplo, poderá virar uma lista de compras ou um menu para um jantar.
O agente também poderá identificar, em uma conversa, que um amigo quer fazer uma trilha e se oferecer para organizar o passeio.
De recomendações a compras
O projeto vai além de sugestões. A Meta integrou o Muse à plataforma de pagamentos Stripe, permitindo que o assistente faça compras, e diz que ele poderá acessar informações bancárias por meio da fintech Plaid, desde que autorizado pelo usuário.
A companhia afirma que o agente pedirá permissão antes de acessar a internet, enviar e-mails ou realizar compras. Também manterá um registro de suas ações.
Segundo a Meta, as conversas e informações usadas pelo Muse não serão compartilhadas com os sistemas de publicidade da empresa.
Corrida por agentes
O lançamento ocorre enquanto Zuckerberg enfrenta pressão de investidores pelos investimentos da Meta em inteligência artificial. A empresa prevê gastar até US$ 145 bilhões em investimentos neste ano, principalmente em infraestrutura de IA, enquanto tenta reduzir a distância para concorrentes como OpenAI e Anthropic.
A aposta também envolve riscos. Agentes de IA de diferentes empresas já estiveram envolvidos em incidentes de segurança e em situações nas quais sistemas passaram a agir de maneira não prevista pelos desenvolvedores.
Alexandr Wang, diretor de IA da Meta, afirmou que a empresa não identificou no Muse comportamentos desse tipo e considera o produto adequado para ser colocado à disposição do público.
A Meta aposta, assim, em transformar seus aplicativos de redes sociais em uma interface para uma IA capaz não apenas de responder a perguntas, mas de conhecer preferências, sugerir ações e executá-las em nome do usuário.







