Mesmo com exceções, tarifaço dos EUA preocupa indústria do Rio
Firjan aponta que setores estratégicos como aço e confecção ficaram fora da lista de isenções divulgada nesta quarta-feira
A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) manifestou preocupação com a nova lista de exceções ao tarifaço imposto pelos Estados Unidos contra o Brasil, divulgada nesta quarta-feira, 29. Embora o governo americano tenha poupado produtos como o petróleo bruto — carro-chefe da pauta de exportações do Rio de Janeiro —, setores estratégicos da economia fluminense, como aço e confecção, ficaram de fora das isenções.
A ordem executiva americana impõe tarifas de 50% sobre as importações brasileiras a partir de 6 de agosto, com algumas exceções. No caso do Rio, a indústria de petróleo e gás — responsável por 60% das exportações estaduais para os EUA — foi poupada, o que reduz parte do impacto. Ainda assim, a Firjan alerta que 48 municípios fluminenses exportaram para o mercado americano em 2024, e muitos deles dependem diretamente de segmentos agora taxados.
Uma consulta da federação com empresários do estado apontou que 60% esperam prejuízos no curto prazo, como queda de receitas, aumento de custos operacionais e redução no volume exportado. Além disso, 42% dos entrevistados disseram temer cortes em suas equipes.
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