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Merkel e Cameron admitem que pacto fiscal não é suficiente para resolver a crise

Por Carsten Koall 7 jun 2012, 11h58

A chanceler alemã Angela Merkel e o primeiro-ministro britânico David Cameron admitiram nesta quinta-feira que o pacto fiscal não é suficiente para resolver a crise na Eurozona.

Falando à imprensa ao término de seu encontro em Berlim, Merkel disse que o pacto, que pretende controlar os déficits públicos na UE, é “necessário, mas não a única condição” para acabar com mais de dois anos de turbulências na Zona Euro.

“É uma condição necessária, mas não suficiente para pôr fim à crise da Zona Euro”, afirmou a chefe do governo alemão.

Entre os complementos deste pacto fiscal, Cameron mencionou “elementos de uma união bancária”. “Entendo por que os países da Zona Euro querem examinar (o projeto) de uma união bancária”, afirmou.

A Grã-Bretanha, que não é membro da Zona Euro, também é um dos dois países da União Europeia, junto com a República Tcheca, que se negou a assinar o pacto fiscal que pretende impor um controle dos déficits públicos.

Cameron enfatizou, no entanto, o interesse de seu país que a Zona Euro acabe com a crise da dívida para que todos possam ter novamente um crescimento saudável na Europa.

O primeiro-ministro enfatizou em várias ocasiões aos dirigentes da Zona Euro que tomem ações contundentes para resolver esta crise, preocupado principalmente com o furacão que pode atingir em cheio a economia britânica.

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